O meu nome é Laurinha.
Sou uma cadela jovem, preta com o peito branco, e patinhas brancas.
Fui abandonada e durante muito tempo vivi num canil municipal.
As minhas amigas que divulgam os animais abandonados, viram-me e fizeram um apelo para a minha adopção. Na véspera do dia em que eu ia ser adormecida para sempre, as minhas amigas divulgaram-me tanto tanto que conseguiram arranjar-me um dono cinco estrelas.
E foi assim que eu fui viver para Alfragide.
O meu dono é uma excelente pessoa e adora animais.
Ele trabalha num pequeno centro comercial onde as pessoas entram à vontade com os seus animais, onde todos gostam de nós, e eu estava lá com ele. Apesar de na rua andar sempre à trela, ali dentro estava solta e sempre pertinho dele.
Foi num segundo, o meu dono olhou para trás e não me viu.
Muito aflito, foi logo à minha procura, e duas testemunhas disseram que duas senhoras brasileiras me tinham chamado para fazer festas, que pegaram em mim e me meteram dentro dum carro branco comercial.
Isto passou-se no dia 15 de Janeiro, às 11 da manhã.
Nesse dia e restantes, o meu dono procurou-me por vários sítios, foi a vários bairros mas nunca me encontrou.
As minhas amigas só souberam do meu desaparecimento no dia 18 de Janeiro. Começaram de imediato à minha procura, foram ao bairro do Zambujal onde sem foto, uns rapazes lhe fizeram a minha descrição, disseram que eu tinha estado lá mas que tinha fugido na noite anterior (17 de Janeiro). As minhas amigas contactaram o meu dono que lhes disse que no dia 18 de manhã tinha recebido um telefonema de um senhor que disse que me tinha encontrado no dia 17 à noite e que tinha visto o número da chapinha mas que os seus filhos gostavam muito de mim e não me queriam devolver. Perguntaram também qual era a ração que eu comia e se estava vacinada. O meu dono disse que me queria de volta pois está muito triste, e perguntou se eles queriam dinheiro, ao que responderam que não, mas que queriam ficar comigo e que eu estava bem.
Não deixaram qualquer contacto e o número não era identificado.
Se esta história é verdadeira, tudo bate certo, desde eu ter sido roubada , ter fugido, e ter sido apanhada pelo tal senhor que não me quer devolver ao meu dono.
Mas as minhas amigas e o meu dono não estão conformados.
Tanto pode ser verdade como não ser, quem me tem pode realmente gostar muito de mim, mas tudo isto pode ser apenas uma história mal contada.
Já pensámos que por o meu dono ser estrangeiro, e ter dificuldade em expressar-se, as pessoas que me recolheram possam julgar que ele não me trata bem e por isso não me querem devolver. Antes de ter sido roubada, eu estava bonita, limpinha e vacinada. As minhas amigas não sabem se sofri maus tratos ou se vinha ferida quando fui encontrada. Tudo pode ser verdade, tudo pode ser mentira, mas o que é certo é que alguém me tem em seu poder e que ligou para o meu dono.
A essa pessoa, apelamos para que nos volte a contactar, porque o meu dono está a sofrer imenso com a minha falta. E eu estou a sentir a falta do meu doninho. Nós, animais, também sentimos, eu já sofri muito na minha vida, fui abandonada, estive no corredor da morte, e tinha encontrado a Paz nos braços do meu dono.
Se és essa pessoa, POR FAVOR, devolve-me à minha casa, ao meu dono, ao meu LAR.
Laurinha
19.01.06
ARGH !!!
Moderador: mcerqueira
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Rafeirosimpatico
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A ser verdade isto há com cada um! PORRA!!! 