hoje, é que foi o bom e o bonito. depois da saga do costume para dar de comer e água aos cães, fui para casa. passado um bocado, apareceu a gnr. contei o que achava. eles disseram que tinham andado a ver e achavam os cães gordos. pedi para eles entrarem na propriedade. mostrei a orelha ferida do cão e o pescoço do outro. os homens ficaram aparvalhados.
não ligaram à lástima em que os cães estão, nomeadamente pela desidratação e sujidade, nem ao facto de terem carraças. mas ficaram sensibilizados quanto ao resto.
eis senão quando, chega o velho e umas pessoas. entrou a matar. que me devia ter feito e acontecido, que todos os dias tratava os cães, blá-blá-blá. uma besta.
quando os polícias lhe pediram a licença dos cães meteu a violinha no saco. sobre a ferida na orelha do cão...então qualquer pessoa tb. tem feridas né? sobre a ferida no pescoço do outro, violinha no saco. sobre as vacinas, perguntou-me se eu tb. as levava. que remédio tenho eu, se quero trabalhar :p
não houve muito diálogo. entretanto, os polícias ficaram a falar com ele. não sei o que lhe disseram. mas o homem ficou piurso. teve de ligar a máquina para ter água e ficou um monte de tempo na propriedade, a fazer não sei o quê. para além da multazinha que vai apanhar.
os polícias disseram que voltavam lá. ficou muito aquém do que gostava. mas pelo menos que os desgraçados tenham comida a sério, água limpa todos os dias e não fiquem estrangulados nem com feridas.
quanto a mim, é melhor não me aventurar. mas vou andar de olhinho naquilo. o homem está-me com um pó

tb. dispenso tal amizade
