Não.Agora pergunto-vos...isto é mesmo assim??? Eu não estou interessada em comprar nenhum cachorro...mas fiquei curiosa! Afinal aprender não custa nada.
Isto é conversa de “criadores com falta de paciência para burocracias”, para não lhes chamar outro nome. Ora, deve ser precisamente por serem pessoas com falta de paciência para burocracias que não sabem que o LOP não é lei nenhuma! O LOP é o Livro de Origens Português, ou seja, o registo oficialmente reconhecido da geneologia ou ‘pedegree’ das várias raças de cães em Portugal. E nem o LOP e nem o CPC (Clube Português de Canicultura) são recentes….a não ser é claro que se esteja a falar com algum criador de meados do século passado, para quem 1936 (data em que foi craido o LOP)tenha sido ‘há poucos anos’.
É verdade que um cão cujos donos assim o pretendam pode ser avaliado por Juizes e caso estes considerem que tem características para isso lhe seja atribuído o RI (Registo Inicial). Já o que diz relativamente a esses cães serem fundadores de uma linha de LOP, já depende…….é que para a ascendência de um cão com RI ter LOP, e de acordo com os respectivos Regulamentos (para o caso interessa a alínea f):
Digo já no entanto que para se ter um ‘Excelente’ em exposição oficial, não basta ter seis dedos. Ter seis dedos não é garantia de nada, e muito menos de pureza de raça! Já nem falo em pedegree, porque aparentemente o criador confunde o que é um registo escrito da ascendência e genealogia com ‘pureza’.Artigo 4º
Admissão ao Livro de Origens Português
A admissão ao L.O.P., dos cães de todas as raças e variedades oficialmente reconhecidas, é estritamente reservada os que se encontrem devidamente identificados.
2. São considerados admissíveis os cães que, cumulativamente com o ponto 1, se inscrevam numa das seguintes condições:
a) Os seus progenitores estejam registados no L.O.P.;
b) A sua progenitora esteja registada no L.O.P. e o seu progenitor esteja registado num
Livro de Origens reconhecido;
c) Estejam registados num Livro de Origens reconhecido pela F.C.I.;
d) Tenham a sua ascendência traçada, sem qualquer interrupção, até à terceira geração inclusive, desde que a pureza de sangue desses ascendentes possa ser demonstrada perante a 1ª Comissão, e a seu contento;
e) Tenham a sua ascendência traçada sem qualquer interrupção até à 3ª geração no R.I. que tenham obtido a qualificação de “Excelente” em qualquer exposição autorizada pelo C.P.C., que tenham idade superior a 15 meses;
f) Que sejam de Raça Portuguesa, com ascendência registada, que tenham obtido a qualificação de “Excelente” em qualquer exposição organizada ou autorizada pelo Clube Português de Canicultura e que tenham idade superior a 15 meses.
Aliás, há muitos cães com seis dedos que são do mais rafeirio que há, e há várias ralas que também podem ter, ou não, seis dedos. Aliás, o criador é tão ‘sem paciência’ que até diz relativamente ao Rafeiro alentejano que ter 6 dedos faz um cão ter direito a “pedegree” mesmo não tendo “pedegree”…..será que um Serra da Estrela com 6 dedos também tem automaticamente direito a ‘Pedegree” de Rafeiro Alentejano?!!
Enfim, balelas de um……chamemos-lhe “criador sem paciência para burocracias”, mas igualmente sem qualquer conhecimentos para se pronunciar sobre raças de cães, pedegrees, LOP, Cinofilia em geral e criação em particular.