Em relação ao que descreve e às perguntas que coloca, acho que faz bem em não lhe proporcionar o acesso a toda a casa porque facilita o treino de higiene. À medida que for crescendo pode ir aumentando sucessivamente o acesso a mais divisões. A melhor forma de evitar acidentes, estragos e irritações é não lhe deixar ao alcance nada que não queira que ela estrague
Em relação a não sair para a estrada, leve muito a sério impedi-la de sair de rompante. Os acidentes acontecem em segundos.
Antes de a ensinar a não sair pelo portão aberto terá que lhe ensinar as ordens básicas : Sentar, ficar, deitar e, muito importante, vir à chamada – uma de cada vez. Só se ensina nova ordem depois da primeira estar bem assimilada.
Quando ela já souber sentar, ensine-a a ficar quieta, perante a porta aberta (comece com uma porta dentro de casa ou para o quintal) e, ao mesmo, tempo ensine-a a sair calmamente, ao seu lado. Caso contrário ela sairá disparada cada vez que lhe disser que pode ir e, se for o portão para a rua, não convém nada, não é?
Referiu lá atrás que “talvez mais aos seis meses os cães absorvem tudo”. Acontece que aos seis meses os cachorros já passaram a fase crucial da sua sociabilização a qual tem o seu pico sensivelmente entre os dois e os três/quatro meses. Significa isto que a sua cachorrinha está neste momento precisamente na idade em que é mais sensível a tudo o que a rodeia. Deve proporcionar-lhe ao máximo experiências positivas com toda a variedade possível de pessoas (incluindo crianças), animais (e outros cães), situações e ruídos, para que não ganhe medos e fobias.
Mesmo atendendo ao facto das minhas palavras serem teóricas e simplistas, diz-me a minha experiência (embora não seja muita), que um cachorrinho exposto nesta idade a muitas situações diferentes (sempre positivas), aumenta a probabilidade de se ter um cocker adulto alegre e enérgico, sim, mas também calmo e confiante perante novas situações.
Em relação aos castigos, tenha em atenção que os cães vivem no presente. Só a deve castigar quando a apanhar em flagrante e, ao mesmo tempo que a repreende, deve ensinar-lhe o que ela pode fazer. Por exemplo, ela gosta de roer os seus dedos. Diga-lhe um NÃO firme e logo de seguida ofereça-lhe o brinquedo que ela pode e deve roer. Depois alogie-a quando ela começar a roer.
Muita paciência, acompanhada de coerência no que se dá e se exige ao cachorro, é meio caminho andado para facilitar o entendimento entre cão e dono. Sem esquecer, claro, que eles não aprendem tudo de repente e que é trabalho para uns bons meses...
Ah! Já me esquecia: e a esfregona sempre à mão