quarta jun 16, 2004 12:57 pm
Olá, sei que suas dúvidas sao compartilhadas por muitas pessoas, mas tenho a certeza que estará fazendo o melhor pelo seu cão e tb pelos outros que o aturam, pelo que percebi... E uma cirurgia simples, e seu vet é que pode lhe explicar melhor como será o pós-cirurgico do menino, pois depende muito de profissional para profissional a técnica que será utilizada, bem como suturas e anestesia.
Uma vez achei um texto publicado numa revista chamada Saúde que penso ser bastante explicativo a respeito da esterilização de animais de companhia. Vou colar embaixo e assim tanto vc como qquer outra pessoa podem ler e tirarem suas próprias conclusoes.
Boa sorte,
Cristiane
"Para a maioria das pessoas, a ideia pode parecer cruel , violenta, um acto contra a natureza. Ainda se cultiva o mito de que gatos e cães esterilizados perdem a alegria de viver, engordam, tornam-se deprimidos...
Esses e outros argumentos semelhantes costumam martelar a cabeça dos donos no momento de decidir o futuro sexual dos seus melhores amigos. De facto, existe um preconceito generalizado contra a esterilização de animais domésticos, mas os especialistas garantem e os factos comprovam: esta é uma cirurgia “humana”. Acaba sendo um acto de amor do proprietário, pois torna os bichinhos mais felizes e saudáveis, além de impedir o nascimento de crias que talvez não encontrem condições de sobreviver, ou de viver com dignidade. Para eliminar qualquer dúvida, aqui estão algumas razões a favor da medida, que só trará benefícios ao Bobi ou ao Bichano da casa.
Prevenção - A esterilização elimina, de forma permanente, a capacidade reprodutiva do animal. Nas fêmeas (gatas e cadelas) a cirurgia consiste em remover útero e ovários. Além de inabilitar para a procriação, a operação previne doenças graves, por vezes fatais, como infecções uterinas, tumores uterinos e da mama. Nos machos a castração implica a remoção dos testículos, o que elimina a possibilidade de tumores neste órgão. Além disso diminui também os problemas da próstata, muito comuns em machos de idade avançada. Esterilizar, portanto, protege os bichinhos contra sérias complicações de saúde. Melhor para eles, não é mesmo?
Vidas Salvas - A superpopulação de animais domésticos é hoje, nas nossas cidades, um facto incontestável. Cães e gatos sem dono e sem tecto vagueando pelas ruas representam uma ameaça séria à saúde pública. Diante do dilema, as autoridades são forçadas a exterminar os bichinhos abandonados. Dá pena, mas não há outro forma. A castração significa controlo populacional e menos animais sem lar. Pense bem: é melhor evitar o nascimento das fofurinhas do que eliminá-las depois, certo?
Sem Tecto - Há mais: se você, como dizem os americanos, “neutralizar” o amiguinho que tem em casa, impedindo que ele coloque descendentes no mundo, abrirá chances para os que andam por aí em busca de um lar. Existem milhões de cães e gatos atrás de carinho e de um prato de comida, batalhando por um lugar ao sol. É um bom argumento.
Comportamento – Nada mais desagradável do que receber uma visita e o Bobi descobrir na perna dela um irresistível objecto de desejo sexual: o “mau comportamento” de caninos que mal convivem com parceiros da mesma espécie. A castração elimina do organismo do animal a maior parte da testosterona – hormona masculina responsável pelas “atitudes inconvenientes”, que não se limitam a montar nas pernas das visitas. Incluem também desaparecimentos periódicos em longas jornadas boémias, além da demarcação de território com urina (tapetes e estofados costumam entrar na dança). E brigas, por vezes desastrosas, com rivais da vizinhança.
Batalhas Campais – Machos castrados tornam-se mais caseiros, não saem por aí atrás de rabos-de-saia, envolvem-se pouco em batalhas campais e tendem a sofrer menos atropelamentos nas ruas. Nos gatos (que também gostam de vadiar, montar nas visitas, marcar território com urina e bancar Mike Tyson nos telhados e terrenos baldios) a castração funciona com a mesma eficácia.
Abobalhados – Ao contrário do que as pessoas julgam, a cirurgia não torna o animal “abobalhado”, sequer mais calmo. O que “assenta” um cão ou gato demasiadamente activo é a maturidade.
O Instinto das “Damas” - Nas fêmeas, os efeitos da esterilização são ainda mais perceptíveis. Desaparecem a irritação e a agressividade que algumas apresentam no período fértil, bem como a tendência a fugir de casa que atinge certas “damas” quando o instinto sexual fala mais alto. A esterilização também não prejudica a bravura dos animais de guarda.
Trato Fácil – A “neutralização” evita que nossos melhores amigos aprontem mil e uma, pressionados pelas tenazes do instinto. De facto, em períodos de paixão ardente (vizinhança de uma fêmeas em cio) os machos tornam-se inquietos, hiperactivos e até destrutivos – a mobília que o diga.
Serenatas – Já as fêmeas deixam de apresentar sangramento durante o cio. Você evita assim, manchas desagradáveis em assoalhos, carpetes e estofados. Por fim, “moçoilas” esterilizadas não atraem pretendentes que, além de ficarem rodeando a porta o tempo todo, costumam fazer serenatas nas mais impróprias horas da madrugada.
Longevidade – As estatísticas revelam que animais castrados vivem mais e tornam-se mais afeiçoados aos seus donos. Em retribuição, tendem a receber mais carinho, o que melhora sua qualidade de vida.
Personalidade – A ideia de que a esterilização muda o comportamento de cães e gatos não passa de lenda. As demais manifestações instintivas (como a capacidade de defender o território) permanecem iguais. Também não é verdade que a castração provoque preguiça e obesidade. Animais operados devem, isto sim, ingerir menos calorias. Mas quando recebem dieta adequada e fazem exercícios regularmente, a silhueta mantém-se perfeita e a vitalidade não sofre nenhum prejuízo.
Riscos e Benefícios – Muita gente condena a castração por submeter o animal aos riscos de uma cirurgia desnecessária. Contudo, feita por profissionais competentes, a operação dificilmente apresenta complicações e as vantagens decorrentes são para toda a vida. Não tema pela saúde de seu melhor amigo na hora de esterilizá-lo. A recuperação é relativamente rápida e logo ele estará tão lépido quanto antes.
Bom Negócio – Até mesmo pelo lado estritamente económico, “neutralizar” animais de estimação vale a pena. No caso das fêmeas, criar uma ninhada em casa, além do trabalho, consome dinheiro: visitas ao veterinário, vacinas, corte de rabo (em certas raças caninas). No final, a conta fica bem salgada – e pode se repetir uma vez ao ano ou mais. Além disso, você precisa achar “pais” para os bebés. Se os exemplares não tiverem excelente pedigree, dificilmente conseguirá vendê-los com lucro. O jeito será dá-los, o que nem sempre é fácil.
Idade Ideal – A época ideal para a cirurgia é entre os 6 e 8 meses, altura em que os animais deixam de necessitar das hormonas sexuais para os processos de crescimento. Poderá ser feita mais tarde, porém será preciso avaliar se o animal está saudável e se suporta anestesia. A avaliação torna-se fundamental para o sucesso da operação.
Diante de tantos argumentos racionais, é difícil condenar a esterilização. Afinal, é uma cirurgia que melhora muito a qualidade de vida dos bichinhos de estimação. Entretanto, se você ainda estiver em dúvida, deixe a cabeça de lado e pense com o coração: impedindo-os de reproduzir-se desordenadamente, você pratica um acto de amor pelo qual eles agradeceriam comovidos, caso pudessem falar".
(Fonte: Revista Saúde 102 – Março/ 1992)