CRISE - A QUANTO OBRIGA

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Moderador: mcerqueira

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jofelix
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terça set 22, 2009 11:02 pm

Olá,
A crise já cá chegou, mas olhando à nossa mentalidade de pobres/envergonhados o mais provável é que quando as pessoas atingirem os seus limites irão abandonar os cães.
Em Portugal, independentemente dos rendimentos, aquilo que se pede aos donos dos cães, no caso, é para se sacrificarem em prol do animal. Estará correcto? O que se faz noutros países não se poderá fazer cá, para evitar ainda mais abandonos?
Se não se ajudam os donos, estes abandonam os animais, enchem as Associações que por sua vez vêem pedir ajuda alimentar.

Para comentar (desculpem o lençol):
Banco alimentar recebe cães, gatos, hamsters - e até um cavalo
Alemanha: Animais afectados pela crise têm "sopa dos pobres"
22.09.2009 - 10h41 Maria João Guimarães, Berlim


Há cães grandes como um labrador e pequenos como um pekinois . Há pastores-alemães, jack russel ou rafeiros. Os donos, tal como os animais, são todos diferentes: idosos, mulheres jovens, homens, famílias, grupos de punks com meias rasgadas. Uns estão desempregados, outros doentes ou sem abrigo, bastantes reformados: pessoas que, por uma razão ou por outra, ficaram sem o rendimento habitual e recorrem à Tiertafel, uma espécie de sopa dos pobres para os animais.

Na antiga escola de Treptow, uma zona de Berlim Leste bastante periférica, dezenas de pessoas esperam a sua vez com mochilas e sacos para levar ração e biscoitos, e não só para cães e gatos: o banco alimentar tem comida para pássaros, hamsters, porquinhos da Índia... "e agora até temos um cavalo", diz Mike Schäfer, um dos voluntários. Antes de receberem a comida, os donos dos animais tiveram de se registar, mostrando comprovativos de rendimento - pensões de reforma, subsídio de desemprego ou outras prestações sociais. Outra condição é que não tenham acabado de adquirir o animal.

A sopa dos pobres dos animais abriu em Berlim em Outubro de 2008, e há já outras iniciativas em várias cidades alemãs. Em Berlim são ajudados uns 800 donos com cerca de 2125 animais; a nível nacional são oito mil donos.

Cada sábado, cerca de dez voluntários estão na antiga escola para ajudar a distribuir os cerca de 900 quilos de comida que vêm de doações das empresas que produzem comida de animais - "quando vêem que o prazo está quase a acabar e já não podem vender dão-nos", explica Mike Schäfer. Também há muitas doações individuais, em comida, trelas, brinquedos, tudo e mais alguma coisa. Com a crise, muitas pessoas deixam de ter hipótese de tratar os seus animais, e cada vez mais são abandonados. A ideia da Tiertafel é que as pessoas que perderam o rendimento habitual - e passaram a contar só com os 350 euros do subsídio de desemprego - possam manter os seus animais.

Claudia, uma mulher de 50 anos que parece mais jovem sobretudo por causa do cabelo meio rasta - embora discreto, apanhado no alto da cabeça - e que prefere não dizer o apelido, está nesta posição: de um emprego normal passou a receber a ajuda do Estado para desempregados de longa duração - 350 euros, para os desempregados de curta duração o subsídio é bastante maior - e isso não é suficiente. Confessa que alimenta o seu cão com a ração que vai levar daqui e com restos de carne que os supermercados deitam fora, um dia após o fim do prazo.

Tommy Pohle, um engenheiro informático magro de óculos redondos e postura zen, conta que o trabalho que faz já não lhe dá o suficiente para si, a mulher, que entretanto ficou doente, os dois filhos, a cadela e o gato. A Tiertafel faz com que consiga manter os animais bem alimentados. "Temos ajuda do Estado, claro, mas não chega para tudo", sorri, olhando para a cadela. Foi afectado pela crise? "Bem, sem dúvida que há dois anos estava muito melhor."

Veterinário também

"Não tenho emprego e o cão tem de comer", resume Lutz Klimpel, um outro engenheiro informático de rabo de cavalo grisalho e chapéu de abas, que tenta controlar um pastor-alemão especialmente enérgico. "Ajuda muito, são 20 ou 30 euros por mês que poupo - e sem emprego é preciso poupar em tudo."

Sabine Guthke é mais jovem mas está com o mesmo problema de desemprego já há dois anos. "Antes pintava paredes mas agora não há trabalho por causa da crise", diz. "Não temos muito dinheiro para tratar dos animais" - ela tem um cão e um gato - "assim é muito bom podermos ter a comida". E há ainda um veterinário que vem de vez em quando, uma vantagem preciosa, diz Sabrine: "Mas espero não ter de vir cá sempre. Espero conseguir um trabalho depressa e poder passar a ter dinheiro para tratar deles". Mas Sabine não tem grandes expectativas de que as eleições de domingo tragam alterações. "Vou votar, mas não vai mudar grande coisa". Também o informático Klimpel diz que os partidos estão "cada vez mais iguais", e "a grande coligação vai manter-se e não vai necessariamente fazer grande coisa". Claudia gostava que "as coisas mudassem" e que houvesse uma coligação vermelho-vermelho verde (sociais-democratas, Die Linke, Verdes), a única que iria "atacar os bancos que nos puseram nesta embrulhada".
Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... idCanal=11
Um abraço
anjjazul
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quarta set 23, 2009 9:29 am

em portugal há um banco alimentar para cães. deve estar muito bem escondido porque só alguns sabem. o resultado está à vista
anjjazul
Tweenie
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quarta set 23, 2009 12:53 pm

Pois,há meses atrás tinha lido sobre 1 abandono de cães em massa na cidade de Braga e falava-se na crise...credo,isso está a piorar...
prefiro dar sopa e pao a cadela do que abandoná-la ao deus dará...

Jocas caninas
furanita
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quarta set 23, 2009 6:36 pm

Quem realmente gosta dos seus amigos não os abandona ao primeiro momento dificil...este é um tema que me deixa profundamente revoltada...eu amo os meus caes como se fossem membros da familia...mais que certas pessoas da mesma!hoje comem super premium amanhã se por ventura não conseguir por alguma infelicidade comem hyper agora fome?...nunca na vida:( e abandonar muito menos mas como criticar???as pessoas abandonam velhinhos abandonam recem nascidos matam violam aos seres da sua espécie fará as outras especies... então estes que não se podem queixar nem sabem como se queixar...enfim...
<p>"ficavas mesmo bem era numa f&oacute;gueira"</p>
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