A notícia não refere o caso dos gatos, será que podem ter quantos quiserem em casa?
Em breve, as famílias que residam em Shangai poderão ter apenas um cão em casa, caso seja aprovada a proposta legislativa apresentada pelas autoridades locais, noticia hoje o China Daily, que teve acesso ao documento. Neste pode ler-se que, devido ao excesso de população na cidade (Shangai tem mais de 20 milhões de habitantes) e ao facto de as casas serem pequenas, em cada uma só poderá existir um cão.
A proposta refere ainda que, caso uma cadela dê à luz, o proprietário deverá oferecer os cachorros a famílias que ainda não tenham animais de estimação ou entregá-las a associação de protecção animal, devidamente autorizadas pelo governo, quando estes atingirem os três meses de idade, de forma a cumprir a política de um cão por família. Em alternativa, é sugerida a esterilização dos animais. Os donos vão também ser aconselhados a não enterrarem os seus cães, mas encaminharem os corpos para empresas autorizadas.
Não se pense, contudo, que Shangai é a primeira cidade chinesa com uma lei do género. Guangzhou e Chengdu também promovem a política de um cão por família, embora em determinadas zonas. Os legisladores ponderam também a possibilidade de reduzir o preço das licenças e do registo dos cães. Os donos destes animais pagam, todos os anos, entre 109 e 219 euros pela licença e vacinação, dependendo do local onde vivam. Quanto mais perto estiverem do centro da cidade, mais pagam.
Números oficiais apontam para a existência de cerca de 800 mil cães em Shangai, embora apenas um quarto esta registado e licenciado. Ainda segundo as estatísticas, anualmente são registados perto 100 mil incidentes envolvendo cães. Só em 2009 foram 140 mil.
A proposta de legislação parece não estar a ser bem acolhida pela opinião pública, ainda de acordo com o China Daily. “Se não arranjarmos nenhum adoptante e os canis estão cheios, onde é que iremos colocar os cachorros”, pergunta Huang, proprietária de um cão com seis anos. “Acho que o governo devia preocupar-se em lançar campanhas de sensibilização, sobre como se deve cuidar de um cão e como evitar que estes ataquem as pessoas, em vez de nos obrigarem a ter apenas um cão”, sublinhou.
In Jornal de Noticias