este assunto ainda está em discussão, pois , como é lógico, NUNCA se deve adoptar um animal por impulso, e esta é uma questão delicada, há um par de meses que tenho andado, e creio que ainda vou andar por mais uns tempos, a pesar os prós e os contras.
Isto no fundo, mais do que um pedido de opinião, sugestões,ou testemunhos de situações de alguma forma similares é um GRANDE DESABAFO sobre esta situação.
É o seguinte: o meu sogro, mudou-se para uma quinta, que lhe pertence, para a zona de Mafra. O local é optimo, é enorme, tem muros, tem ar puro, tem árvores,verde e montes de espaço para correr.
O meu sogro, que é uma pessoa de idade avançada, sente-se lá sozinho, pois a quinta, apesar de não muito longe, é fora da aldeia, e um pouco inseguro, pois o local já foi assaltado, e como ele, sendo um idoso tem-me feito dado muita angústia aquele isolamento.
Ele próprio já falou em arranjar um cão, mas falou num cachorrito bebé.
Eu sou da opinião, que pelo contrário, ele devia arranjar era um cão já adulto, se não mesmo a atirar para o sénior, e que tivesse um perfil de cão de guarda, mas ao mesmo tempo que seja meigo com os donos e facil de lidar, ou seja, um hiperactivo, não.
Já o meu marido tem adoptado a postura de "é o que ele quiser, e se quiser um cachorro, seja". Não concordo, mas no fundo até entendo o que ele quer dizer.
Ainda por cima,o senhor há um mês até me deu carta branca para ser eu procurar um animal, mas depois mudou de ideias e concordou em irmos antes ao canil, e apesar de haver vontade, sinto alguma hesitação e algumas ideias pré-concebidas...enfim por estas e outras razões custa-me a avançar com a adopção.
Além disso:
Contras: há dias em que ele se ausenta todo o dia, e é provavel que o animal fique numa casota com uma corrente.
A casota é enorme, nunca adorei correntes,pelo contrário, mas seria só dias isolados, pois eu sei que ele adora animais e não o deixaria assim por norma, ou pelo menos até percebemos se o cão até se adaptar, ao ver-se sozinho não é de fugir.
Além disso um amigo meu que vive perto dele, diz que em muitos desses dias poderá ficar com o animal, mas ele próprio já tem um cão e por causa disso até me aconselhou a adoptarmos uma cadela.Por mim, tudo bem, mas tem de vir uma cadela esterelizada (pq o cão dele não é castrado, ninguém o faz mudar de ideias, e enfim, já estão a ver).
O senhor também está com receio dos encargos que um animal pode ter.Eu entendo,mas mais uma vez, diria que um cão adulto pode sair mais economico que um bebé.
Os vizinhos do lado desta quinta têm um "canil". Ainda não "espreitei" o suficiente para perceber se os cães estão sempre dentro do canil, se estão soltos de vez em quando.Tenho algum receio, ou que o nosso eventual adoptado/a, ou um dos outros saltem o muro e haja molho.
Mais um contra, e esta é a razão principal porque ainda não "apareci" lá com um animal.
Por diversas razões,e que só a ele dizem respeito, ainda não percebi até que ponto a situação do meu sogro ficar na quinta é permanente.
Não quero estar sempre a insistir com ele, nem é possivel sacar-lhe essa informação, porque enfim , há muitas coisas em jogo, e a ultima coisa que posso fazer é impingir um cão, mas por outro lado, vejo, vivo, e aflige-me a solidão do senhor.
Depois, se afinal a situação dele a viver na quinta não é permanente, nem se põe em questão de, nem abandonar, nem devolver a alguma associação, muito menos de o animal ficar lá sozinho.Só que, por exemplo, eu vivo num apartamento minúsculo, não é de todo a situação ideal para um cão viver e também é por isso é que comigo só vive um gato, sendo de momento o único animal possível de ter comigo.
Enfim. Obrigada pela atenção a quem leu. Precisava simplesmente de partilhar.
Espero que aconteça o que acontecer, conseguir ajudar este senhor a tomar neste sentido, a melhor decisão para ele, e para um amiguito de 4 patas.