Segundo cão
Moderador: mcerqueira
Olá a todos,
Adoptei no ano passado uma cadela já adulta (talvez cerca de 2 anos) num canil, e estou a pensar em adoptar outra no futuro (não é para já). Em princípio os requisitos são que seja do mesmo tamanho da Lourença (11kg) e que as duas sejam boas amigas. Tenho é algumas dúvidas no segundo ponto.
A Lourença tem um relacionamento um bocado difícil com outros cães, ou é muito bruta quando brinca e atira-os ao chão, ou não percebe quando alguns a querem morder, ou tem medo de alguns e só pensa em fugir. Estou a tentar socializá-la melhor. É raro encontrar um cão com que brinque bem, normalmente tem de ser ligeiramente maior que ela e que goste de correr tão depressa como ela. Quando estava no canil, comia sempre primeiro e não tem problemas em mostrar o dente a outro cão. Mas de qualquer maneira está sempre cheia de vontade de ir cumprimentar e brincar com outros cães e cadelas.
Além disso é ciumenta em relação aos donos, se nos vê dar atenção a outros cães, e por vezes até pessoas, começa logo aos saltos e lambidelas, a pedir atenção, coisa que noutro caso nunca faz, geralmente é muito independente. Não sei se os ciúmes a poderiam levar a atacar outro cão.
Sendo ciumenta com os donos e dominante ou medrosa com outros cães, tenho um pouco medo em trazer outro cão lá para casa. Como é que se escolhe um segundo cão e se apresentam as duas?
Se for bebé, quero ter a certeza do tamanho com que vai ficar, o que não é fácil nos rafeiros adoptados. Se tiver uns 6 meses, ainda é bebé mas já tem um tamanho mais definido (com que idade os cães pequenos/médios ficam mais ou menos com o tamanho final?). Se for adulta, posso tentar ver como as duas interagem, mas de qualquer maneira, em casa, e ao fim de alguns dias, pode ser diferente. Não quero brigas nem cães com medo uns dos outros. E não queria 2 cadelas que apenas se tolerassem, mas sim que gostassem de estar juntas.
Como foi a vossa experiência em arranjar um segundo cão?
Por enquanto estou a estudar a hipótese, não vai ser para já...
Adoptei no ano passado uma cadela já adulta (talvez cerca de 2 anos) num canil, e estou a pensar em adoptar outra no futuro (não é para já). Em princípio os requisitos são que seja do mesmo tamanho da Lourença (11kg) e que as duas sejam boas amigas. Tenho é algumas dúvidas no segundo ponto.
A Lourença tem um relacionamento um bocado difícil com outros cães, ou é muito bruta quando brinca e atira-os ao chão, ou não percebe quando alguns a querem morder, ou tem medo de alguns e só pensa em fugir. Estou a tentar socializá-la melhor. É raro encontrar um cão com que brinque bem, normalmente tem de ser ligeiramente maior que ela e que goste de correr tão depressa como ela. Quando estava no canil, comia sempre primeiro e não tem problemas em mostrar o dente a outro cão. Mas de qualquer maneira está sempre cheia de vontade de ir cumprimentar e brincar com outros cães e cadelas.
Além disso é ciumenta em relação aos donos, se nos vê dar atenção a outros cães, e por vezes até pessoas, começa logo aos saltos e lambidelas, a pedir atenção, coisa que noutro caso nunca faz, geralmente é muito independente. Não sei se os ciúmes a poderiam levar a atacar outro cão.
Sendo ciumenta com os donos e dominante ou medrosa com outros cães, tenho um pouco medo em trazer outro cão lá para casa. Como é que se escolhe um segundo cão e se apresentam as duas?
Se for bebé, quero ter a certeza do tamanho com que vai ficar, o que não é fácil nos rafeiros adoptados. Se tiver uns 6 meses, ainda é bebé mas já tem um tamanho mais definido (com que idade os cães pequenos/médios ficam mais ou menos com o tamanho final?). Se for adulta, posso tentar ver como as duas interagem, mas de qualquer maneira, em casa, e ao fim de alguns dias, pode ser diferente. Não quero brigas nem cães com medo uns dos outros. E não queria 2 cadelas que apenas se tolerassem, mas sim que gostassem de estar juntas.
Como foi a vossa experiência em arranjar um segundo cão?
Por enquanto estou a estudar a hipótese, não vai ser para já...
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Quando decidimos dar uma companhia ao Calvin pedimos a opinião à nossa veterinária e na altura ela aconselhou logo uma cadela. Ou seja, normalmente, resulta melhor se trouxer um cão do sexo oposto ao que já tem em casa, se for cachorro ainda melhor, pois são melhor aceites, mas visto que quer adoptar se calhar este último conselho não se aplica. No meu caso também não se verificou porque eu optei por adoptar uma cadela adulta, tive muita sorte (também fiz por isso) pois eles são inseparáveis! Sabe mesmo bem vê-los juntos...
Boa sorte para si!
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"O problema das pessoas é que elas são apenas humanas..."
Calvin
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Facilita se o dono se mostrar suficientemente firme com o cão inicial de modo a não permitir: ciúmes, dominância, agressividade etc. Penso que ela está é um bocado mal habituada, comecem a trabalhar o comportamento ela com vocês, antes de meterem outro animal em casa.
É mais fácil com um macho, já que ela é fêmea. As femeas podem ser muito agressivas entre si e as coisas ficam por vezes mais violentas do que entre machos.
É mais fácil com um macho, já que ela é fêmea. As femeas podem ser muito agressivas entre si e as coisas ficam por vezes mais violentas do que entre machos.
É assim tão geral que 2 cadelas se dêem mal uma com a outra? Nunca reparei que a minha se desse pior com cadelas do que com cães, mas já ouvi falar muito nisso. Como tenho uma cadela não esterilizada, um cão ficaria demasiado “amigo”, daí a procura de uma segunda cadela…
Como é que a dona do Calvin escolheu a segunda cadela? Eu também tive muita sorte com a primeira, mas não fiz nada por isso, tive mesmo sorte. Com a segunda vou ter mais atenção.
Estamos também a trabalhar na sociabilização dela. Vai voltar a uma escola de treinos, e vai ter contacto com mais cães e pessoas.
Como é que a dona do Calvin escolheu a segunda cadela? Eu também tive muita sorte com a primeira, mas não fiz nada por isso, tive mesmo sorte. Com a segunda vou ter mais atenção.
Estamos também a trabalhar na sociabilização dela. Vai voltar a uma escola de treinos, e vai ter contacto com mais cães e pessoas.
Olá Lourença,
Como já lhe disseram, seria mais fácil se o 2º cão fosse um macho pois as hipóteses de se darem bem são maiores.
Caso sejam do mesmo sexo, talvez fosse melhor ser um bébé pois também as hipóteses de ser aceite também são maiores.
Penso que sabe, há cerca de 3,5 meses que adoptei a Xiquinha que era uma minha afilhada que já estava em hotel há 2 anos.
Confesso que estava apavorada pois já tinha a Maria que é adulta e a Xiquinha com quase 3 anitos. A minha preferência teria sido para um macho mas, achei que não era de forma alguma justo dar oportunidade a um canito e deixar a minha afilhada em hotel.
Eu ainda tinha mais receio pois os meus Pais tinham 2 canitos (machos) que tinham de estar separados pois brigavam imenso.
Decidi arriscar mas obviamente que tive cuidados. Fui algumas vezes ao hotel onde a Xiquinha estava com a Maria para elas se conhecerem e passearem em terreno neutro (fora do hotel). Não rosnaram, não se morderam ... a coisa parecia estar a correr bem.
Ao fim de algumas visitas, decidi trazer a Xiquinha para casa mas sempre compenetrada de que se houvesse problemas entre elas, a Xiquinha teria de regressar ao hotel pois não podia de forma alguma arriscar a segurança delas uma vez que estou a trabalhar o dia todo. Meti uns diazitos de férias para as vigiar e ... até ao momento, parece que são a alma géma uma da outra.
Passam a vida a brincar ... desarrumam a casa toda e, noto que a Maria permite à Xiquinha o que não permitia ao Martim. A Xiquinha salta por cima dela, pisa-a, atira-se para cima, dorme em cima dela e a Maria ... na boa. Até mesmo no sofá ou na cama, estão as duas viradas uma para a outra (frente a frente) com as patas dianteiras cruzadas.
Confesso que tive milhões, triliões de sorte pois caso elas não se entendessem iria ser muito complicado para mim pois, conhecendo-me como me conheço, não iria conseguir "devolver" a querida Xiquinha ao hotel. Minha rica "princesinha".
Quero também frisar que a Maria é uma cadellita um pouco "passada", muito bruta pois tem bastante força, ainda com alguns medos apesar de estar comigo há quase 7 anos. Está indubitavelmente melhor mas ... alguns receios ainda persistem.
Perco horas e horas a olhar para elas a vê-las brincar ... é tão mas tão engraçado ... Enfim ... sou uma "mãmã" babada.
Caso se resolva por adoptar uma menina, oxalá tenha a sorte que eu tive com as minhas duas maluquinhas. Boa sorte!
Como já lhe disseram, seria mais fácil se o 2º cão fosse um macho pois as hipóteses de se darem bem são maiores.

Caso sejam do mesmo sexo, talvez fosse melhor ser um bébé pois também as hipóteses de ser aceite também são maiores.

Penso que sabe, há cerca de 3,5 meses que adoptei a Xiquinha que era uma minha afilhada que já estava em hotel há 2 anos.

Confesso que estava apavorada pois já tinha a Maria que é adulta e a Xiquinha com quase 3 anitos. A minha preferência teria sido para um macho mas, achei que não era de forma alguma justo dar oportunidade a um canito e deixar a minha afilhada em hotel.
Eu ainda tinha mais receio pois os meus Pais tinham 2 canitos (machos) que tinham de estar separados pois brigavam imenso.
Decidi arriscar mas obviamente que tive cuidados. Fui algumas vezes ao hotel onde a Xiquinha estava com a Maria para elas se conhecerem e passearem em terreno neutro (fora do hotel). Não rosnaram, não se morderam ... a coisa parecia estar a correr bem.


Ao fim de algumas visitas, decidi trazer a Xiquinha para casa mas sempre compenetrada de que se houvesse problemas entre elas, a Xiquinha teria de regressar ao hotel pois não podia de forma alguma arriscar a segurança delas uma vez que estou a trabalhar o dia todo. Meti uns diazitos de férias para as vigiar e ... até ao momento, parece que são a alma géma uma da outra.


Passam a vida a brincar ... desarrumam a casa toda e, noto que a Maria permite à Xiquinha o que não permitia ao Martim. A Xiquinha salta por cima dela, pisa-a, atira-se para cima, dorme em cima dela e a Maria ... na boa. Até mesmo no sofá ou na cama, estão as duas viradas uma para a outra (frente a frente) com as patas dianteiras cruzadas.
Confesso que tive milhões, triliões de sorte pois caso elas não se entendessem iria ser muito complicado para mim pois, conhecendo-me como me conheço, não iria conseguir "devolver" a querida Xiquinha ao hotel. Minha rica "princesinha".

Quero também frisar que a Maria é uma cadellita um pouco "passada", muito bruta pois tem bastante força, ainda com alguns medos apesar de estar comigo há quase 7 anos. Está indubitavelmente melhor mas ... alguns receios ainda persistem.
Perco horas e horas a olhar para elas a vê-las brincar ... é tão mas tão engraçado ... Enfim ... sou uma "mãmã" babada.
Caso se resolva por adoptar uma menina, oxalá tenha a sorte que eu tive com as minhas duas maluquinhas. Boa sorte!

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Eu acabei por não escolher, pois a Lolita apareceu na minha vida e posso dizer que foi amor à primeira vista, daí ainda que ela tivesse problemas comportamentais eu ia adoptá-la na mesma...Lourenca Escreveu:Como é que a dona do Calvin escolheu a segunda cadela? Eu também tive muita sorte com a primeira, mas não fiz nada por isso, tive mesmo sorte.

A verdade é que acabei por ter sorte pois eles deram-se bem assim que se conheceram (o Calvin foi comigo buscar a Lolita) e posteriormente trabalhamos bastante em casa (esse trabalho ainda continua)... Ela com cães nunca teve problemas, mas em relação às pessoas já é mais complicado, principalmente com homens...

Mas é como lhe disseram aqui, o facto de ser de sexo oposto é bastante importante. Relativamente à sua cadela ainda estar inteira, se não quiser esterilizar pode sempre separá-los durante os cios, ou pode depois castrar o macho pois trata-se de uma cirurgia mais simples. Os meus estão ambos esterilizados, ela por questões de saúde e ele porque a nossa veterinária é totalmente a favor.
Se está mais inclinada para uma fêmea porque não quer esterilizar, no futuro duas cadelas inteiras pode dar problemas...
"O problema das pessoas é que elas são apenas humanas..."
Calvin
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Eu já tive uma cadela a fazer cios durante seis anos e três machos inteiros a farejarem-na à porta do quarto em que a fechava, a fazerem passeios em conjunto, e garanto que eles nunca se "encontraram".
Tudo depende do cuidado que se tenha e nas medidas que se tomem.
Tudo depende do cuidado que se tenha e nas medidas que se tomem.
<p>Olá, eu sou a... Floripes.
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<p><strong>É muito bom, mesmo na necessidade, manter a cabeça erguida.</strong> - "By" Sasquatch, acrescento de vírgulas meu.</p>

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<p><strong>É muito bom, mesmo na necessidade, manter a cabeça erguida.</strong> - "By" Sasquatch, acrescento de vírgulas meu.</p>
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Eu apenas sugeri porque sei que há quem o faça, por exemplo pessoas que são contra a esterilização, mas acredito que não seja a melhor opção...sasquatch Escreveu:Um macho não esterilizado numa casa onde há uma fêmea com cio entra num stress terrivel.
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Eu já tinha uma cadela (esterilizada) quando adoptei um cão.
Não o escolhi, foi ele que me escolheu. Mas tive imensa sorte, pois cinco minutos depois de os apresentar um ao outro já estavam a brincar, e têm sido inseparáveis desde então. Os melhores amigos.
Um pormenor que talvez tenha importância e que tenho observado da relação deles: a cadela é que manda. Para onde ela vai, ele segue. Osso em que ela pegue, ele não mexe. A cadela é pequena e o cão grande. Mas ela tem uma personalidade mais independente e dominante. O cão é mais submisso e procura mesmo agradar a todos, seja a nós ou a ela.
Já deu para entender que a Lourença é uma cadela de feitio particular, protectora em relação aos donos, selectiva na relação com outros cães...
Eu procuraria um cão macho, pequenino ou adolescente, de feitio meigo e submisso. E trataria de castrar um dos dois.
Boa sorte!
Não o escolhi, foi ele que me escolheu. Mas tive imensa sorte, pois cinco minutos depois de os apresentar um ao outro já estavam a brincar, e têm sido inseparáveis desde então. Os melhores amigos.
Um pormenor que talvez tenha importância e que tenho observado da relação deles: a cadela é que manda. Para onde ela vai, ele segue. Osso em que ela pegue, ele não mexe. A cadela é pequena e o cão grande. Mas ela tem uma personalidade mais independente e dominante. O cão é mais submisso e procura mesmo agradar a todos, seja a nós ou a ela.
Já deu para entender que a Lourença é uma cadela de feitio particular, protectora em relação aos donos, selectiva na relação com outros cães...
Eu procuraria um cão macho, pequenino ou adolescente, de feitio meigo e submisso. E trataria de castrar um dos dois.
Boa sorte!