sábado abr 21, 2012 7:08 pm
Claro que lhes fazem falta, Suesca. São órgãos sensoriais, servem-lhes não só para medir distâncias como também para apanharem vibrações causadas pelo movimento, sentirem e medir o vento, etc. Basta observar um cão quando está a sonhar para se ver as vibrissas a vibrar, ou quando cheira qualquer coisa na rua.
Não é por acaso que os caçadores de antigamente se aborreciam quando alguém se lembrava de cortar os bigodes aos seus cães, ou estes os perdiam por alguma razão. Numa observação muitíssimo empírica, diziam que cortar-lhes os bigodes era tirar-lhes o faro. E tinham uma certa razão, pois a falta das vibrissas e das informações que elas lhes transmitem desorientava os cães durante a caça.
Muitos dos cães que começaram por ser de caça e que estão hoje transformados em cães de regaço ou de casa são alvo de tosquias sofisticadas, como é o caso dos caniches (que eram cães de caça aos patos em zonas húmidas), entre outros. Nessas tosquias perdem os bigodes, claro, e pensa-se que não lhes faz mal, o que é verdade, pois cortar-lhos não os faz adoecer nem os mata, mas na realidade privam-nos desses órgãos sensoriais.
E incitar a arrancar-lhos, como fez o tal juiz citado pela Tumbleweed, além de disparatado é cruel e pode ser posto ao lado das amputações estéticas.
<p>Olá, eu sou a... Floripes.

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<p><strong>É muito bom, mesmo na necessidade, manter a cabeça erguida.</strong> - "By" Sasquatch, acrescento de vírgulas meu.</p>