cão para a família - jovem adulto ou bebé?
Moderador: mcerqueira
olá,
este é o meu primeiro post, sem contar com o de apresentação.
queremos adicionar um novo membro à família, mas queria saber qual será a melhor solução para nós.
somos um casal com um filho de dois anos e meio. ambos trabalhamos e vivemos num apartamento.
em princípio a escolha recai na adopção de um cão, mas temos algumas dúvidas/receios, que espero conseguir esclarecer aqui no fórum:
- dado que ambos trabalhamos o cão passaria algum tempo sozinho. seria melhor adoptar um jovem adulto de modo a não passar pela ansiedade que os cachorros têm quando ficam sozinhos em casa, o ladrar durante o dia e os estragos ou mesmo com um jovem adulto vai sempre acontecer?
- somos pessoas relativamente calmas e tranquilas e temos um filho de dois anos e meio, como disse. caso optemos por uma raça, quais serão as raças que melhor se adequam à nossa vida familiar? um cão bom em família, calmo, que não seja muito dominante e que aguente umas 7 horas no máximo sozinho num apartamento.
- em caso de adopção de um jovem adulto, é possível conseguir perceber o temperamento do cão ou vai ser sempre uma lotaria e um risco (principalmente para a o nosso filho) de nos calhar um cão já traumatizado e pouco equilibrado?
temos pouca experiência em lidar com cães, pelo que seria importante que o cão fosse dócil e pouco dominante (uma cadela seria melhor neste aspecto?), calmo e cuidadoso com o nosso filho. e não sugiram cães de loiça, por favor hehe.
agradeço as opiniões construtivas que tenham a dar.
cumprimentos.
este é o meu primeiro post, sem contar com o de apresentação.
queremos adicionar um novo membro à família, mas queria saber qual será a melhor solução para nós.
somos um casal com um filho de dois anos e meio. ambos trabalhamos e vivemos num apartamento.
em princípio a escolha recai na adopção de um cão, mas temos algumas dúvidas/receios, que espero conseguir esclarecer aqui no fórum:
- dado que ambos trabalhamos o cão passaria algum tempo sozinho. seria melhor adoptar um jovem adulto de modo a não passar pela ansiedade que os cachorros têm quando ficam sozinhos em casa, o ladrar durante o dia e os estragos ou mesmo com um jovem adulto vai sempre acontecer?
- somos pessoas relativamente calmas e tranquilas e temos um filho de dois anos e meio, como disse. caso optemos por uma raça, quais serão as raças que melhor se adequam à nossa vida familiar? um cão bom em família, calmo, que não seja muito dominante e que aguente umas 7 horas no máximo sozinho num apartamento.
- em caso de adopção de um jovem adulto, é possível conseguir perceber o temperamento do cão ou vai ser sempre uma lotaria e um risco (principalmente para a o nosso filho) de nos calhar um cão já traumatizado e pouco equilibrado?
temos pouca experiência em lidar com cães, pelo que seria importante que o cão fosse dócil e pouco dominante (uma cadela seria melhor neste aspecto?), calmo e cuidadoso com o nosso filho. e não sugiram cães de loiça, por favor hehe.
agradeço as opiniões construtivas que tenham a dar.
cumprimentos.
Olá estevez! Em primeiro lugar seja muito benvindo!
Se adoptar um cachorro tem que estar preparado para lidar com algumas asneiras próprias dos cachorros e levará algum tempo a educá-lo com a questão das necessidades.
Um cão adulto à partida não fará grandes estragos e será mais calmo, não terá surpresas quanto ao tamanho que vai atingir pois não cresce mais, nem ao temperamento.
Relativamente a ser macho ou fêmea, ambos podem ser muito dóceis, depende do cão...
Se adoptar um cachorro tem que estar preparado para lidar com algumas asneiras próprias dos cachorros e levará algum tempo a educá-lo com a questão das necessidades.
Um cão adulto à partida não fará grandes estragos e será mais calmo, não terá surpresas quanto ao tamanho que vai atingir pois não cresce mais, nem ao temperamento.
Relativamente a ser macho ou fêmea, ambos podem ser muito dóceis, depende do cão...
Enquanto não amamos um animal, uma parte da nossa alma permanecerá adormecida. (Anatole France)
Eu e o meu noivo também trabalhamos full-time, e o nosso cão passa muitas horas sozinho em casa. Acho que se as pessoas que trabalham full-time não podessem ter cães, muitos cães iam para rua, pois hoje em dia é muito difícil se não impossível apenas um dos casais trabalhar, ou ganhar o suficiente trabalhando part-time.
O importante é ter um cão de energia moderada baixa que se adapte bem a estar sozinho. Há cães que não têm problemas quanto a isso, há cães que são muito dependentes e que não aguentariam tanto tempo.
É também importante satisfazer as necessidades de exercício e estímulo mental do cão, tendo em consideração o seu nível de energia.
Um cão pode ser destrutivo por falta de satisfação de exercício e estímulo mental, ou por ansiedade, ou por hábito que se deixou desenvolver. Penso que é melhor estar sempre preparado para o pior, ou seja, ter um espaço adequado em casa onde ele não terá possibilidades de destruir nada ou pelo menos nada de valioso naquele espaço e que possa ficar lá quando não é supervisionado (isso se for destrutivo, pois se não for, sempre pode dar mais liberdade ao cão).
Quanto à avaliação do temperamento do cão, é possível perceber como é que cada cão pode ser observando-o no primeiro contacto. Há muitos artigos onlines que pode ler sobre isso, mas o importante é não escolher o que acha mais piada, mas sim aquele que parece mais adequado ao vosso estilo de vida. No vosso caso, mantêm calma e tentem ver como é que cada cão vos aproxime pela 1º vez, e talvez escolham aqueles que não parecem muito excitados ou malucos, mesmo que parecem ser os mais engraçados. Talvez o ideal será um cão calmo mas amigável quando aproximarem-se da jaula/espaço dele.
Já agora, por muito calmo e meigo que um cão seja, nunca deixe a criança sozinha com o cão nem por uns segundos, pois muita coisa pode acontecer e às vezes nem sequer é por causa da agressividade.
O importante é ter um cão de energia moderada baixa que se adapte bem a estar sozinho. Há cães que não têm problemas quanto a isso, há cães que são muito dependentes e que não aguentariam tanto tempo.
É também importante satisfazer as necessidades de exercício e estímulo mental do cão, tendo em consideração o seu nível de energia.
Um cão pode ser destrutivo por falta de satisfação de exercício e estímulo mental, ou por ansiedade, ou por hábito que se deixou desenvolver. Penso que é melhor estar sempre preparado para o pior, ou seja, ter um espaço adequado em casa onde ele não terá possibilidades de destruir nada ou pelo menos nada de valioso naquele espaço e que possa ficar lá quando não é supervisionado (isso se for destrutivo, pois se não for, sempre pode dar mais liberdade ao cão).
Quanto à avaliação do temperamento do cão, é possível perceber como é que cada cão pode ser observando-o no primeiro contacto. Há muitos artigos onlines que pode ler sobre isso, mas o importante é não escolher o que acha mais piada, mas sim aquele que parece mais adequado ao vosso estilo de vida. No vosso caso, mantêm calma e tentem ver como é que cada cão vos aproxime pela 1º vez, e talvez escolham aqueles que não parecem muito excitados ou malucos, mesmo que parecem ser os mais engraçados. Talvez o ideal será um cão calmo mas amigável quando aproximarem-se da jaula/espaço dele.
Já agora, por muito calmo e meigo que um cão seja, nunca deixe a criança sozinha com o cão nem por uns segundos, pois muita coisa pode acontecer e às vezes nem sequer é por causa da agressividade.
<strong> </strong><a href="http://rogerabrantes.files.wordpress.co ... csep12.jpg" target="_blank">http://rogerabrantes.files.wordpress.co ... p12.jpg</a> <a href="http://rogerabrantes.wordpress.com/2012 ... ver-force/" target="_blank">http://rogerabrantes.wordpress.com/2012 ... -force/</a>
Ora bem, aqui vai.
Com a existência de um puto, a responsabilidade acresce na escolha de um cão, portanto, isto vindo de alguém que só possui conhecimentos básicos e que o que se segue só deve ser entendido como uma mera sugestão e nada mais. Vale o que vale.
As respostas.
Sim. mesmo tratando-se de um jovem macho, terá que despender algum tempo a condicionar o animal (criador) mas se optar por adopção, é igualmente um tiro no escuro, nos dois, três primeiros dias é capaz de ficar muito sossegado, não se engane, está-se a habituar.
Pela minha experiência, qualquer cão devidamente treinado, aguenta isso, salvo problemas de saúde e ou velhice (mas se puder intervalar mais é melhor e mais aconselhável) Tanto criador como adopção.
Sim é possível antever o temperamento,(pode-se informar com um criador de jeito, ou com as associações) mas se puder ir com alguém mais dentro do assunto, melhor. Mas os Traumas e equilíbrios podem surgir em diversas formas e feitios, sem ser a agressividade (por medo ou dominância). O melhor cão que tive até hoje era traumatizado (quando entrava para um carro ou banho entrava em choque) mas nunca mostrou agressividade na sua vida para humanos, tinha um auto controlo formidável, foi pena não o conhecê-lo, era ideal para si...(desculpe,a saudade aperta).
Mas tinha os seus defeitos.
No geral, sim. As cadelas não são tão dominantes como os machos e são dóceis, mas, para mim o que importa são os casos individuais, um a um.
Para não correr o risco de me guiar pela regra e sair-me a excepção.
Se optar por uma adopção, se nunca foi a um canil, a confusão pode ser muita, e pode estar lá tudo e não ver nada, é como se fosse uma sobrecarga nos nossos sentidos, que podem muito bem entrar em "overload". Vá mentalmente preparado.
Nos cachorros é mais difícil deslindar o seu temperamento, pois ainda não está totalmente formado, aqui vai uns link para auda-lo.
http://www.caes-e-cia.com.br/sabermais/volhard.htm
http://www.bayerpet.com.br/upload/pdf/T ... mpbell.pdf
http://www.cm-evora.pt/NR/rdonlyres/000 ... aCauda.pdf
http://www.eukanuba.pt/pt-PT/adult-dog- ... r-dog.jspx
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0, ... +CAES.html
http://www.supercao.com/comportamento-c ... mo-tratar/
http://www.pet.vet.br/agressao.html
http://www.dogtimes.com.br/adestramento10.htm
Espero ter ajudado.
p.s.- Escolher um cão, não é bicho assim com tantas cabeças,mas a existência de uma criança, pôs-me em "sentido", assim o que escrevi, mais agora como nunca antes, deve ser visto como uma sugestão.
p.s.- Se não arranjar alguém, estude mais um bocado antes de dar o "nó", outra coisa que faria, era uma pré selecção de animais (criador ou adopção) e sob vigilância, muita. Via qual o melhor para o meu puto, ( não o deixe é fazer "judiarias" ao animal.
Com a existência de um puto, a responsabilidade acresce na escolha de um cão, portanto, isto vindo de alguém que só possui conhecimentos básicos e que o que se segue só deve ser entendido como uma mera sugestão e nada mais. Vale o que vale.
As respostas.
Sim. mesmo tratando-se de um jovem macho, terá que despender algum tempo a condicionar o animal (criador) mas se optar por adopção, é igualmente um tiro no escuro, nos dois, três primeiros dias é capaz de ficar muito sossegado, não se engane, está-se a habituar.
Pela minha experiência, qualquer cão devidamente treinado, aguenta isso, salvo problemas de saúde e ou velhice (mas se puder intervalar mais é melhor e mais aconselhável) Tanto criador como adopção.
Sim é possível antever o temperamento,(pode-se informar com um criador de jeito, ou com as associações) mas se puder ir com alguém mais dentro do assunto, melhor. Mas os Traumas e equilíbrios podem surgir em diversas formas e feitios, sem ser a agressividade (por medo ou dominância). O melhor cão que tive até hoje era traumatizado (quando entrava para um carro ou banho entrava em choque) mas nunca mostrou agressividade na sua vida para humanos, tinha um auto controlo formidável, foi pena não o conhecê-lo, era ideal para si...(desculpe,a saudade aperta).
Mas tinha os seus defeitos.
No geral, sim. As cadelas não são tão dominantes como os machos e são dóceis, mas, para mim o que importa são os casos individuais, um a um.
Para não correr o risco de me guiar pela regra e sair-me a excepção.
Se optar por uma adopção, se nunca foi a um canil, a confusão pode ser muita, e pode estar lá tudo e não ver nada, é como se fosse uma sobrecarga nos nossos sentidos, que podem muito bem entrar em "overload". Vá mentalmente preparado.
Nos cachorros é mais difícil deslindar o seu temperamento, pois ainda não está totalmente formado, aqui vai uns link para auda-lo.
http://www.caes-e-cia.com.br/sabermais/volhard.htm
http://www.bayerpet.com.br/upload/pdf/T ... mpbell.pdf
http://www.cm-evora.pt/NR/rdonlyres/000 ... aCauda.pdf
http://www.eukanuba.pt/pt-PT/adult-dog- ... r-dog.jspx
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0, ... +CAES.html
http://www.supercao.com/comportamento-c ... mo-tratar/
http://www.pet.vet.br/agressao.html
http://www.dogtimes.com.br/adestramento10.htm
Espero ter ajudado.
p.s.- Escolher um cão, não é bicho assim com tantas cabeças,mas a existência de uma criança, pôs-me em "sentido", assim o que escrevi, mais agora como nunca antes, deve ser visto como uma sugestão.
p.s.- Se não arranjar alguém, estude mais um bocado antes de dar o "nó", outra coisa que faria, era uma pré selecção de animais (criador ou adopção) e sob vigilância, muita. Via qual o melhor para o meu puto, ( não o deixe é fazer "judiarias" ao animal.
Eu optaria por uma cadela pequena/m´dia e com mais de 3 anos de idade. Digo isto porque as cadelas que tive e tenho só depois dos 2 anos, dois anos e pouco, começaram a acalmar e ganhar juizo.
A "melhor" cadela que tive até hoje foi encontrada na rua com cerca de 4 anos, era um sossego, só fazia as necessidades na rua (e nas ervinhas, nunca no passeio!) ejamais me estragou o que quer que fosse. Acompanhava-me para todo o lado, quer nas saídas à noite, quer em férias, era a minha melhor amiga... em casa, quando a deixava sozinha, ficava a dormir ou ia até à varanda ver a rua. Era muito independente, eu dizia que era arraçada de gata, mas também muito afectuosa e de uma delicadeza sem par com as crianças - para lhes lamber a cara, apoiava-se nas pernas do adulto. Claro que também tentava roubar-lhes lamabrices que tivessem na mão, mas só na malandrice, sem qualquer tipo de agressividade. Por várias vezes a "emprestei" a uma vizinha qu tinha um bebé com pouco mais de um ano, porque ela queria muito ter um cão e o beb´tinha medo de cães. Com a minha Tonta, perdeu o medo...
Com alguns percalços pelo meio (uma piómetra aos 7 anos, um "corte" no intestino 3 anos depois - comeu um pardal que caiu pela chaminé...), viveu comigo até aos 18 anos. Os sinais de envelhecimento começaram pelos 14, com cataratas, e após os 16 começou a sofrer de surdez e artroses. Aos 17 e meio ainda fez uma mastectomia parcial. Teve mais 6 meses com qualidade de vida, apesar das dificuldades de locomoção - tinha de a levar ao colo nas escadas e andavamos muito devagarinho na rua - até que ficou paralítica (por essa altura já era cega e surda, mas isso não a afectava) e senil. Nos raros momentos de lucidez, percebia a sua infelicidade, ela que sempre tinha sido autónoma, precisava de mim para tudo... mesmo arrastando-se para fora da caminha para fazer xixi, ficava toda molhada, e sempre tinha sido uma cadela limpinha, sofria com isso... aquilo não era vida para ninguém, o sofrimento era evidente e optei por ajudá-la a partir. Foi a prieira vez que tive de o fazer e só me arrependo de não ter conseguido ir uma semana mais cedo. Morreu tranquilamente nos meus braços, como quem adormece, depois de ter olhado para mim uma última vez com aqueles olhos cegos cheios de amor.
Se não fosse pela criança, recomendaria a adopção de um cão sénior, mas aí talvez não tivesse um bom companheiro para as brincadeiras, já que os velhotes querem é sopas e descanso.
Mas não aconselho um cachorro, nem mesmo um cão com menos de 2 anos de idade: teria duas crianças em casa, LOL 

Com alguns percalços pelo meio (uma piómetra aos 7 anos, um "corte" no intestino 3 anos depois - comeu um pardal que caiu pela chaminé...), viveu comigo até aos 18 anos. Os sinais de envelhecimento começaram pelos 14, com cataratas, e após os 16 começou a sofrer de surdez e artroses. Aos 17 e meio ainda fez uma mastectomia parcial. Teve mais 6 meses com qualidade de vida, apesar das dificuldades de locomoção - tinha de a levar ao colo nas escadas e andavamos muito devagarinho na rua - até que ficou paralítica (por essa altura já era cega e surda, mas isso não a afectava) e senil. Nos raros momentos de lucidez, percebia a sua infelicidade, ela que sempre tinha sido autónoma, precisava de mim para tudo... mesmo arrastando-se para fora da caminha para fazer xixi, ficava toda molhada, e sempre tinha sido uma cadela limpinha, sofria com isso... aquilo não era vida para ninguém, o sofrimento era evidente e optei por ajudá-la a partir. Foi a prieira vez que tive de o fazer e só me arrependo de não ter conseguido ir uma semana mais cedo. Morreu tranquilamente nos meus braços, como quem adormece, depois de ter olhado para mim uma última vez com aqueles olhos cegos cheios de amor.
Se não fosse pela criança, recomendaria a adopção de um cão sénior, mas aí talvez não tivesse um bom companheiro para as brincadeiras, já que os velhotes querem é sopas e descanso.


Eu sou totalmente a favor de uma criança ter um cão desde cedo. É um óptimo companheiro.
Mas pergunto-lhe, tem a certeza que pode ter um cão? (a nível de alergias e afins?)
O seu filho gosta de bichos? (há imenso miúdos que têm medo).
Sabe que além de tempo para o seu filho, precisa de tempo para o cão?
Não leve a mal estas questões, mas hoje já vi dois cães abandonados por falta de tempo, porque largavam muito pelo e porque o filho não gosta.
Ao ter um animal, vai ter sempre duas tarefas: educar o cão e educar o filho a lidar com o cão.
Pode adoptar ou comprar um de uma raça que se adeque (mas meto a minha colherada a dizer que há tanto cãozinho a precisar de casa...).
Eu adoptei um cão bebe que estava no lixo. Não sabia nada sobre o cão, nem sobre o seu temperamente. Calhou-me uma cadela com alguns traumas (adora bichos, mas precisa de conhecer as pessoas para se aproximar) e extremamente submissa. Em um ano, ainda não a ouvi rosnar.
Já me fez trinta por uma linha em casa (apesar de estar num espaço limitado): roeu-me os fios da tv cabo que estavam na parede, o rodapé, o chão, chinelos nem se fala, um swatch, arrancou-me papel de parede, enfim, tudo o que possa imaginar. É altamente enérgica o que me obrigou a procurar soluções para lhe gastar as energias. Agora, passado 10 meses que chegou (veio em novembro) já passa o dia de forma mais calma e só estraga os brinquedos dela (basicamente roi uns 2/3 por semana). Enfim...era cachorra.
Mas dispendemos muito tempo com ela. Desde que chegamos a casa, ela é o foco da nossa atenção. Precisa de brincar, saltar e pular. Vai à rua 3 vezes por dia (20 minutos) e dia sim dia não vamos fazer uma caminhada para ela correr. Uma vez por semana, combinamos com amigos (que tb tem cães) e vão todos brincar.
Mas
Mas pergunto-lhe, tem a certeza que pode ter um cão? (a nível de alergias e afins?)
O seu filho gosta de bichos? (há imenso miúdos que têm medo).
Sabe que além de tempo para o seu filho, precisa de tempo para o cão?
Não leve a mal estas questões, mas hoje já vi dois cães abandonados por falta de tempo, porque largavam muito pelo e porque o filho não gosta.
Ao ter um animal, vai ter sempre duas tarefas: educar o cão e educar o filho a lidar com o cão.
Pode adoptar ou comprar um de uma raça que se adeque (mas meto a minha colherada a dizer que há tanto cãozinho a precisar de casa...).
Eu adoptei um cão bebe que estava no lixo. Não sabia nada sobre o cão, nem sobre o seu temperamente. Calhou-me uma cadela com alguns traumas (adora bichos, mas precisa de conhecer as pessoas para se aproximar) e extremamente submissa. Em um ano, ainda não a ouvi rosnar.
Já me fez trinta por uma linha em casa (apesar de estar num espaço limitado): roeu-me os fios da tv cabo que estavam na parede, o rodapé, o chão, chinelos nem se fala, um swatch, arrancou-me papel de parede, enfim, tudo o que possa imaginar. É altamente enérgica o que me obrigou a procurar soluções para lhe gastar as energias. Agora, passado 10 meses que chegou (veio em novembro) já passa o dia de forma mais calma e só estraga os brinquedos dela (basicamente roi uns 2/3 por semana). Enfim...era cachorra.
Mas dispendemos muito tempo com ela. Desde que chegamos a casa, ela é o foco da nossa atenção. Precisa de brincar, saltar e pular. Vai à rua 3 vezes por dia (20 minutos) e dia sim dia não vamos fazer uma caminhada para ela correr. Uma vez por semana, combinamos com amigos (que tb tem cães) e vão todos brincar.
Mas
Era esta ideia que queria passar. A minha cadela é como se fosse uma criança, pelo tempo que necessita de nós e pelas asneiras que faz. Mas tal como as crianças, também nos dá muitas alegrias, mesmo quando faz asneiras:)sxmota Escreveu:Eu optaria por uma cadela pequena/m´dia e com mais de 3 anos de idade. Digo isto porque as cadelas que tive e tenho só depois dos 2 anos, dois anos e pouco, começaram a acalmar e ganhar juizo.A "melhor" cadela que tive até hoje foi encontrada na rua com cerca de 4 anos, era um sossego, só fazia as necessidades na rua (e nas ervinhas, nunca no passeio!) ejamais me estragou o que quer que fosse. Acompanhava-me para todo o lado, quer nas saídas à noite, quer em férias, era a minha melhor amiga... em casa, quando a deixava sozinha, ficava a dormir ou ia até à varanda ver a rua. Era muito independente, eu dizia que era arraçada de gata, mas também muito afectuosa e de uma delicadeza sem par com as crianças - para lhes lamber a cara, apoiava-se nas pernas do adulto. Claro que também tentava roubar-lhes lamabrices que tivessem na mão, mas só na malandrice, sem qualquer tipo de agressividade. Por várias vezes a "emprestei" a uma vizinha qu tinha um bebé com pouco mais de um ano, porque ela queria muito ter um cão e o beb´tinha medo de cães. Com a minha Tonta, perdeu o medo...
Com alguns percalços pelo meio (uma piómetra aos 7 anos, um "corte" no intestino 3 anos depois - comeu um pardal que caiu pela chaminé...), viveu comigo até aos 18 anos. Os sinais de envelhecimento começaram pelos 14, com cataratas, e após os 16 começou a sofrer de surdez e artroses. Aos 17 e meio ainda fez uma mastectomia parcial. Teve mais 6 meses com qualidade de vida, apesar das dificuldades de locomoção - tinha de a levar ao colo nas escadas e andavamos muito devagarinho na rua - até que ficou paralítica (por essa altura já era cega e surda, mas isso não a afectava) e senil. Nos raros momentos de lucidez, percebia a sua infelicidade, ela que sempre tinha sido autónoma, precisava de mim para tudo... mesmo arrastando-se para fora da caminha para fazer xixi, ficava toda molhada, e sempre tinha sido uma cadela limpinha, sofria com isso... aquilo não era vida para ninguém, o sofrimento era evidente e optei por ajudá-la a partir. Foi a prieira vez que tive de o fazer e só me arrependo de não ter conseguido ir uma semana mais cedo. Morreu tranquilamente nos meus braços, como quem adormece, depois de ter olhado para mim uma última vez com aqueles olhos cegos cheios de amor.
Se não fosse pela criança, recomendaria a adopção de um cão sénior, mas aí talvez não tivesse um bom companheiro para as brincadeiras, já que os velhotes querem é sopas e descanso.Mas não aconselho um cachorro, nem mesmo um cão com menos de 2 anos de idade: teria duas crianças em casa, LOL
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- Membro Veterano
- Mensagens: 3984
- Registado: domingo mai 10, 2009 7:37 pm
Aconselhava um cão adulto, com mais de 1 ano. E acho que seria bom, ir toda a família visitar 1 ou 2 associações, várias vezes, verem o cão "preferido" de todos e continuar com as visitas para assim verem se é o cão ideal para o vosso estilo de vida ou não. 

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- Membro Veterano
- Mensagens: 3632
- Registado: segunda abr 13, 2009 2:14 am
Tudo o que já disseram. Um jovem adulto parece-me uma excelente opção, melhor que um cachorrinho, pois afinal para as tropelias já deve chegar o bebé eheh 
O que queria mesmo sugerir era que combinasse com um abrigo/canil da zona e fosse lá fazer uma visita para conhecer os canitos... Os cães num canil estão sempre um pouco mais agitados e stressados devido à falta de exercicio. Mas assim vai conseguir ver com os seus olhos que cão é calmo, desejoso de atenção...
Eu trouxe a minha cadela de um canil aos seis meses, está a viver connosco há um ano. Durante os primeiros quinze dias tive de limpar alguns xixis e ralhar quando os fazia dentro de casa, mas aprendeu depressa e agora até pede para ir à rua. Nunca roeu nada que não fosse brinquedo dela, no geral porta-se muito bem e é uma mimalha de primeira. É claro que tem defeitos, é uma menina muito teimosa quando teima que quer alguma coisa, e tem tendência a puxar muito ao passear à trela. Mas o que faz um canito único é tudo aquilo que é, qualidades e defeitos, e eu adoro-a!

O que queria mesmo sugerir era que combinasse com um abrigo/canil da zona e fosse lá fazer uma visita para conhecer os canitos... Os cães num canil estão sempre um pouco mais agitados e stressados devido à falta de exercicio. Mas assim vai conseguir ver com os seus olhos que cão é calmo, desejoso de atenção...
Eu trouxe a minha cadela de um canil aos seis meses, está a viver connosco há um ano. Durante os primeiros quinze dias tive de limpar alguns xixis e ralhar quando os fazia dentro de casa, mas aprendeu depressa e agora até pede para ir à rua. Nunca roeu nada que não fosse brinquedo dela, no geral porta-se muito bem e é uma mimalha de primeira. É claro que tem defeitos, é uma menina muito teimosa quando teima que quer alguma coisa, e tem tendência a puxar muito ao passear à trela. Mas o que faz um canito único é tudo aquilo que é, qualidades e defeitos, e eu adoro-a!

Em complemento com o que outros user's já por aqui disseram, não posso deixar de reforçar a seguinte ideia: não deixe que seja o seu filho a escolher o cão!
Quer seja criador ou canil, vá primeiro com o seu companheiro/a ver e conhecer. Só depois de terem algum "fisgado", levem a criança para o conhecer e avaliem o comportamento de ambos nessa altura.
Uma criança vai escolher o mais giro ou o mais extrovertido. E isto não é tudo.
Quer seja criador ou canil, vá primeiro com o seu companheiro/a ver e conhecer. Só depois de terem algum "fisgado", levem a criança para o conhecer e avaliem o comportamento de ambos nessa altura.
Uma criança vai escolher o mais giro ou o mais extrovertido. E isto não é tudo.

<p>JackRussel Terrier DESAPARECIDO no dia 18 de Junho de 2012 na Guia (Albufeira), visto dia 19 em Alcantarilha, continua desaparecido.</p>
<p>Anúncio no Encontra-me, com FOTO: http://www.encontra-me.org/anuncio/21955</p>
<p>Por favor, contactar-me caso descubram o seu paradeiro!</p>
<p>Anúncio no Encontra-me, com FOTO: http://www.encontra-me.org/anuncio/21955</p>
<p>Por favor, contactar-me caso descubram o seu paradeiro!</p>
Com uma criança em casa não arriscaria ir buscar um animal ao canil.
Romantismos e boas acções â parte, é um enorme tiro no escuro.
Não se sabe nada sobre o animal, pode trazer traumas, comportamentos inesperados, sarna, tinha,etc.
Pensem bem nisso.
Se não querem optar por comprar um cão num criador de confiança, escolham um animal em fat cuja fat possa informar com honestidade sobre o animal e que já tenha hábitos de higiene aprendidos.
Eu optaria por uma fêmea. Macho ou fêmea,esterilizem. Diminui muita preocupação e muita chatice com marcações, fugas, etc.
Romantismos e boas acções â parte, é um enorme tiro no escuro.
Não se sabe nada sobre o animal, pode trazer traumas, comportamentos inesperados, sarna, tinha,etc.
Pensem bem nisso.
Se não querem optar por comprar um cão num criador de confiança, escolham um animal em fat cuja fat possa informar com honestidade sobre o animal e que já tenha hábitos de higiene aprendidos.
Eu optaria por uma fêmea. Macho ou fêmea,esterilizem. Diminui muita preocupação e muita chatice com marcações, fugas, etc.
Sasquatch vai-me desculpar mas não concordo muito com a primeira parte do seu comentário...
Ir buscar um animal a um canil não quer dizer que vá trazer um animal doente! A pessoa escolhe o animal que traz.
Relativamente a ser um tiro no escuro, as pessoas que tratam dos animais aconselharão acerca da escolha e do temperamento do animal em questão! Um cachorro é muito mais um tiro no escuro no que respeita a temperamento, na minha opinião.
Ir buscar um animal a um canil não quer dizer que vá trazer um animal doente! A pessoa escolhe o animal que traz.
Relativamente a ser um tiro no escuro, as pessoas que tratam dos animais aconselharão acerca da escolha e do temperamento do animal em questão! Um cachorro é muito mais um tiro no escuro no que respeita a temperamento, na minha opinião.
Enquanto não amamos um animal, uma parte da nossa alma permanecerá adormecida. (Anatole France)
Não é nada estranho trazer um animal doente do canil.
Você por acaso já viu animais do canil? Já lá foi? Pois eu infelizmente já vi e sei o estado em que muitos cães e gatos estão.
Com crianças em casa tão pe, repito, teria muito cuidado com a escolha do cão.
Você por acaso já viu animais do canil? Já lá foi? Pois eu infelizmente já vi e sei o estado em que muitos cães e gatos estão.
Com crianças em casa tão pe, repito, teria muito cuidado com a escolha do cão.
Já fui Fat de dois animais de um canil municipal... E ajudo mediante a minha disponibilidade no canil de uma associação. Portanto acho que posso dizer que sim, apesar de eu mesma nunca ter entrado num canil municipal!sasquatch Escreveu:Não é nada estranho trazer um animal doente do canil.
Você por acaso já viu animais do canil? Já lá foi? Pois eu infelizmente já vi e sei o estado em que muitos cães e gatos estão.
Com crianças em casa tão pe, repito, teria muito cuidado com a escolha do cão.
Enquanto não amamos um animal, uma parte da nossa alma permanecerá adormecida. (Anatole France)
Acredite que a Sasha9 também já viu muitos animais de canil 
Em princípio, quando se vai ao canil não é o mesmo que ir às compras: deve-se ir uma e outra e outra e outra vez, falando com as mais variadas pessoas, acompanhando o animal nos passeios, perguntando tudo e mais alguma coisa. Só depois é que se deverá tomar uma decisão.
Mas tenho de concordar que é um tiro no escuro muito maior do que um criador como deve ser - contudo, se os novos donos não tratarem dele convenientemente, não o exercitando nem dando a atenção que a raça merece, os cães não vêm previamente programados para não lhes dar qualquer travadinha.
A sua sugestão sobre um animal em FAT, é um bom compromisso.

Em princípio, quando se vai ao canil não é o mesmo que ir às compras: deve-se ir uma e outra e outra e outra vez, falando com as mais variadas pessoas, acompanhando o animal nos passeios, perguntando tudo e mais alguma coisa. Só depois é que se deverá tomar uma decisão.
Mas tenho de concordar que é um tiro no escuro muito maior do que um criador como deve ser - contudo, se os novos donos não tratarem dele convenientemente, não o exercitando nem dando a atenção que a raça merece, os cães não vêm previamente programados para não lhes dar qualquer travadinha.
A sua sugestão sobre um animal em FAT, é um bom compromisso.

<p>JackRussel Terrier DESAPARECIDO no dia 18 de Junho de 2012 na Guia (Albufeira), visto dia 19 em Alcantarilha, continua desaparecido.</p>
<p>Anúncio no Encontra-me, com FOTO: http://www.encontra-me.org/anuncio/21955</p>
<p>Por favor, contactar-me caso descubram o seu paradeiro!</p>
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<p>Por favor, contactar-me caso descubram o seu paradeiro!</p>