Dada a adesão em massa aos passeios com os gatos que tenho detectado e sabendo que quem levantou o assunto fui eu, de repente, fiquei aterrorizada. Não quero transportar na consciência o peso de ter dado ideias a donos menos lucidos que acabam por transformar uma ideia, numa situação dramática.
1. Dificilmente um gato já adulto que sempre viveu em casa vai apreciar o passeio. Podendo colocar a sua vida em risco e até magoar o dono, como foi o caso do meu gato que se colou à minha cabeça e me deu um novo look durante semanas.
2. Qualquer tentativa que queiram colocar em prática deve ser muito bem ponderada e num local adequado.
3. Os passeios servem para aqueles que têm zonas adequadas ao pé de casa. Um jardim, uma praceta. Por favor, não levem os animais para a Rotunda do Marquês de Pombal.
4. Antes de mais o animal deve aceitar pacificamente o peitoral que deve estar à medida do gato. Deve aceitar a trela, caminhando à vontade com ela.
5. Convém lembrar que os gatos como qualquer um de nós podem tomar atitudes imprevisiveis quando se assustam, portanto, antes de curtir seja que passeio for, o animal deve ter contacto aos poucos com tudo o que vai encontrar pelo caminho. Cães, pessoas, carros, crianças aos gritos e a correr.
6. Se tudo correr bem até aqui, e o gato for passear lembrem-se que não são vocês que passeiam o gato, mas sim o gato que vos passeia. Pelo que vejo pelos gatos daqui, tanto lhes pode dar para iniciar uma maratona como qualquer cão, como para se empoleirarem meia hora em cima de uma árvore, ou simplesmente aterrar na relva e ficar a olhar para os pássaros. Acreditem que é chato ficar parado a olhar para o gato que já se esqueceu que nós estamos ali.
7. Se o vosso gato já aqui chegou ganharam uma responsabilidade igual à de um dono de um cão. O gato vai começar a pedir para vir à rua, eventualmente até aprende a ir buscar a trela e vocês donos vão ter que o levar, porque quando um gato quer uma coisa, não se diz: Cala-te e senta. Ele não vai ligar nenhuma, vai continuar a miar à porta até ela abrir ou caír.
8. Iniciado o processo não há como travar. Portanto, ponderem muito bem no que se vão meter e como se vão meter.
Por favor, não quero nas noticias de repente, que Portugal de um momento para o outro é invadida por gatos atrelados histéricos, que morderam donos, arranharam vizinhos e crianças, atiçaram cães pacificos e provocaram acidentes de carro e passaram também a constar da lista de potêncialmente perigosos.
Com isto tudo quero dizer... Sejam conscientes por favor!
Se alguém se lembrar de mais qualquer coisa, por favor acrescente