Empresária de Famalicão criou asilo para 60 cães

Este é o fórum dedicado exclusivamente ao melhor amigo do homem! Troque ideias e tire dúvidas sobre o cão.

Moderador: mcerqueira

Responder
milord
Membro
Mensagens: 168
Registado: terça jun 26, 2007 11:48 pm

sábado ago 22, 2009 11:09 pm

«Na prática, a minha casa é uma espécie de lar para cães doentes e abandonados», referiu Paula Ferreira, a criadora do Parque da Terra Nova, em Riba de Ave, Famalicão.

Empresária têxtil durante um quarto de século, Paula Ferreira começou a adoptar cães há cerca de dois anos. Primeiro tomou conta de cães que amigos encontravam abandonados.

Depois alguns veterinários começaram a pedir-lhe receber cães com doenças graves ou ‘abandonados’ pelos donos nos consultórios.

«Actualmente tenho 60 cães e tenho a noção de que não posso aceitar mais nenhum. Implica um auto-controle muito grande», frisou a responsável pela quinta.

Das seis dezenas, contam-se pelos dedos de uma mão os que não têm problemas de saúde.

«Tenho vítimas de acidentes de viação, de acidentes de caça, de maus-tratos, tenho cães mancos, cegos, com AVCs e até um cão que foi abusado sexualmente», relatou.

Todos os cães têm nome e, tanto Paula Ferreira, como a prima Alexandra Oliveira, também responsável pelo projecto, sabem a história de vida de cada animal.

No blogue Parque da Terra Nova, são contadas as histórias de vida de cada um dos cães e são pedidos «padrinhos e madrinhas» para os animais.

Em 2010 deverá ser publicado o livro 'Alma de Cão', com o relato das vidas atribuladas de cada animal.

Para alimentar 60 cães, só em ração, carne e arroz, são gastos 350 euros por semana que saem do orçamento familiar da dona da quinta e das ajudas financeiras e em géneros que vão chegando a Riba de Ave.

Todas as noites, Paula Ferreira com a ajuda da família e de um empregado, prepara três panelas de comida.

«Os cães estão divididos por grupos e cada grupo tem a sua hora de comer, de andar à solta pela quinta e de recolher», disse.

A ordem é mantida para criar rotinas e, sobretudo, por uma questão de organização do trabalho de alimentar, brincar e passear com 60 cães.

De todas as histórias, algumas sobressaem pela violência.

Em 2004, chegou ao parque um doberman com as patas arqueadas e definhadas.

«Era um cão reprodutor que um criador manteve numa jaula pequena durante muitos anos e o animal não se podia esticar. Ficou com as patas tortas para toda a vida», revelou Paula Ferreira.

No mesmo ano, o parque acolheu Julieta, uma cadela que estava no canil do Porto para ser abatida.

«Disseram-nos que tinha mordido a um agente da PSP, que era muito perigosa e até tivemos que assinar um termo de responsabilidade para a trazer», recorda, enquanto afaga a cadela, «uma das mais dóceis da quinta».

A ‘preta grande’ (na quinta, há mais duas cadelas com o nome ‘preta’), cruzada de pit-bull é um exemplo de amor e dedicação.

«O dono era um jovem toxicodependente que morreu com sida. Enquanto esteve no hospital, os amigos levavam-lhe fotografias da cadela e parecia ser o único estímulo a que o doente reagia», recorda a dona do ‘asilo de cães’.

Do Parque da Terra Nova nenhum animal sai vendido.

«Já demos alguns cães para adopção mas seleccionamos muito bem as famílias onde vivem porque não fazemos negócio com a vida dos cães», finalizou Paula Ferreira.

Lusa / SOL - 23 de Agosto de 2009
bastet1
Membro Veterano
Mensagens: 1188
Registado: sábado set 23, 2006 11:55 pm

sábado ago 22, 2009 11:18 pm

já existe um topico com este texto nesta pagina :wink:
Responder

Voltar para “Cães”