Como o título do tópico diz, imagino que esta discussão deve ser como o sexo dos anjos...
Vejo muitas críticas noutros tópicos em relação à reprodução contínua (semestral) para fins lucrativos.
A minha questão é, cães livres não reproduziriam naturalmente de 6 em 6 meses?
O que se discute aqui é apenas uma questão moral ou é uma questão de saúde da fêmea?
Sexo dos Anjos ... (6 em 6 meses)
Moderador: mcerqueira
Cães assilvestrados claro que sim, e claro que tem um periodo de vida óbviamente muito mais reduzido e nas cadelas não tenha dúvida que isso se deve a esgotamento e doenças devido ás ninhadas.
E morrem imensos bebés.
Eu conheci uma pessoa há muito anos que adorava PA e os tinha lindos, mas só escolhia animais de cadelas que só parissem uma vez por ano e de ninhadas de 5/6, não mais. Era um senhor de idade que teve sempre cães muito bons e que dizia que isto era a regra de bons PA.
E morrem imensos bebés.
Eu conheci uma pessoa há muito anos que adorava PA e os tinha lindos, mas só escolhia animais de cadelas que só parissem uma vez por ano e de ninhadas de 5/6, não mais. Era um senhor de idade que teve sempre cães muito bons e que dizia que isto era a regra de bons PA.
Penso que é sem dúvida uma questão de saúde para a fêmea e para os cachorros, que está obviamente relacionada com as questões éticas que daí advêem.. Ou seja, se a cadela passar por uma gestação e lactação todos os cios, que podem comprometer o seu estado de saúde (físico e psicológico) e dos seus filhos, penso que não é de todo ético fazê-lo.
Não sei muito bem as complicações que surgem em fazer passar a cadela por gravidezes todos os cios, mas é uma fase obviamente muito desgastante (tal como nas mulheres), que vão debilitar a cadela a médio e longo prazo e consequentemente a saúde dos cachorrinhos.
Pelo que li, o período aconselhado para reprodução é entre os 2 e os 6 anos, e penso que deverão ter apenas entre 3 a 4 ninhadas na vida, nem sei se tanto. Alguém mais informado na matéria que me corrija.
Não sei muito bem as complicações que surgem em fazer passar a cadela por gravidezes todos os cios, mas é uma fase obviamente muito desgastante (tal como nas mulheres), que vão debilitar a cadela a médio e longo prazo e consequentemente a saúde dos cachorrinhos.
Pelo que li, o período aconselhado para reprodução é entre os 2 e os 6 anos, e penso que deverão ter apenas entre 3 a 4 ninhadas na vida, nem sei se tanto. Alguém mais informado na matéria que me corrija.

Na Natureza, os períodos de cio espaçam-se muito mais e normalmente as fêmeas acabam por só terem uma ninhada por ano.pfonseka Escreveu:...A minha questão é, cães livres não reproduziriam naturalmente de 6 em 6 meses?
Depende das pessoas. A maioria fala de ouvido porque interiorizaram uma série de preceitos e conceitos e adoptaram-nos como verdades absolutas.O que se discute aqui é apenas uma questão moral ou é uma questão de saúde da fêmea?
Mas há de facto realidades fisiológicas e sociais que obrigam a ter alguma cautela e controlo sobre a reprodução das cadelas que são mantidas como animais de companhia.
<p>Olá, eu sou a... Floripes.
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<p><strong>É muito bom, mesmo na necessidade, manter a cabeça erguida.</strong> - "By" Sasquatch, acrescento de vírgulas meu.</p>

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<p><strong>É muito bom, mesmo na necessidade, manter a cabeça erguida.</strong> - "By" Sasquatch, acrescento de vírgulas meu.</p>
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- Membro Veterano
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- Registado: sexta mai 10, 2002 3:46 pm
- Localização: labradora retriever ZORRA
periquito FALCANITO
As questões éticas são nossas - como é óbvio, os animais não têm desses problemas.
Se a pessoa é naturalista ou cientista cristão e acha que tudo deve ser regulado pela natureza ou por Deus, então também aceita morrer de uma dessas doenças fatais como o cancro, a ébola, etc. e, decididamente, não vai ao médico.
Ou aceita que tem responsabilidades sobre a sua saúde e dos seus dependentes (filhos e animais) e, então, pode-se dizer que pô-los em perigo não é ético.
Muito mais que não ético (verdadeiramente imoral) é pôr em perigo a saúde dos filhos e dos animais por dinheiro, preguiça ou leviandade.
Além do mais, quem realmente se preocupa, preocupa-se também com o futuro das crias.
Não vai querer que caiam nas mãos de maus donos.
Vai tomar precauções para garantir isto.
Ou seja, mesmo que seja de rafeiros, vai-se portar como um criador consciente (que são tão raros como os donos conscientes).
Se a pessoa é naturalista ou cientista cristão e acha que tudo deve ser regulado pela natureza ou por Deus, então também aceita morrer de uma dessas doenças fatais como o cancro, a ébola, etc. e, decididamente, não vai ao médico.
Ou aceita que tem responsabilidades sobre a sua saúde e dos seus dependentes (filhos e animais) e, então, pode-se dizer que pô-los em perigo não é ético.
Muito mais que não ético (verdadeiramente imoral) é pôr em perigo a saúde dos filhos e dos animais por dinheiro, preguiça ou leviandade.
Além do mais, quem realmente se preocupa, preocupa-se também com o futuro das crias.
Não vai querer que caiam nas mãos de maus donos.
Vai tomar precauções para garantir isto.
Ou seja, mesmo que seja de rafeiros, vai-se portar como um criador consciente (que são tão raros como os donos conscientes).
<p>"O auto-convencimento manifesta-se pela falta de cordialidade nas palavras" - Teofrasto</p>
já agora, se conheceram algum site com mais informação sobre os problemas relacionados com o excesso de reprodução gostava de ler mais sobre o assunto.
por princípio também sou contra os "criadeiros" mas gostava de ver "provada" a relação entre partos e qualidade/tempo de vida da cadela.
Já agora, a ausência de ninhadas tem algum efeito negativo/positivo na cadela?
por princípio também sou contra os "criadeiros" mas gostava de ver "provada" a relação entre partos e qualidade/tempo de vida da cadela.
Já agora, a ausência de ninhadas tem algum efeito negativo/positivo na cadela?
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- Membro Veterano
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- Registado: quarta mar 17, 2004 2:20 pm
- Localização: 5 cães - 12 gatos
Que eu saiba, não. Castrei todas as minhas fêmeas a seguir ao primeiro cio e viveram longas vidas saudáveis e sem problemas.
Note que castrei após o primeiro cio porque o meu veterinário é um teimoso e recusa-se a fazer castração precoce.
Se procurar em sites veterinários americanos (não lhe ponho aqui os links porque já os perdi há muito) verificará que eles praticam a castração muitíssimo cedo e têm estudos publicados que provam que isto não causa qualquer problema. A teoria do desenvolvimento antes da castração é europeia.
Não me recordo bem, porque fiz essa pesquisa há muitos anos e contei com a ajuda de criadores americanos (de gatos, mas que sabiam que eu estava interessada no tema em cadelas) amigos que me mandavam links e textos.
Lembro-me vagamente de haver por cá uma teoria de que a castração retira a hormona que inibe o crescimento e que isto causa problemas de fragilidade óssea. Agora note que esta parte pode ser referente apenas aos gatos e eu estar a confundir.
Note que castrei após o primeiro cio porque o meu veterinário é um teimoso e recusa-se a fazer castração precoce.
Se procurar em sites veterinários americanos (não lhe ponho aqui os links porque já os perdi há muito) verificará que eles praticam a castração muitíssimo cedo e têm estudos publicados que provam que isto não causa qualquer problema. A teoria do desenvolvimento antes da castração é europeia.
Não me recordo bem, porque fiz essa pesquisa há muitos anos e contei com a ajuda de criadores americanos (de gatos, mas que sabiam que eu estava interessada no tema em cadelas) amigos que me mandavam links e textos.
Lembro-me vagamente de haver por cá uma teoria de que a castração retira a hormona que inibe o crescimento e que isto causa problemas de fragilidade óssea. Agora note que esta parte pode ser referente apenas aos gatos e eu estar a confundir.