Peço aos donos de cães com mais experiência alguma ajuda em treino comportamental.
Faz 3 anos em Outubro, eu e a minha namorada adotámos lá para casa (apartamento) uma cadela que uns amigos tinham encontrado abandonada na rua. É rafeira, tem ares de cruzamento spitz ou samoyedo com pastor alemão (mas tem cerca de 11kgs) - normalmente na rua confundem-na com cria de pastor alemão.
A Maia tinha quando nos chegou às mãos 4 ou 5 meses, de acordo com o veterinário. Era mesmo muito nervosa, saltava (demasiado) entusiasticamente para cima dos donos e de praticamente toda a gente que lá ia a casa e fazia as necessidades onde bem lhe apetecia, urinava quando me via chegar a casa, essas coisas todas.
Passado este tempo, uma mudança de casa para outro apartamento com uma varanda maior, e a esterilização no inÃcio deste ano, passa-se que:
- é super-calma quando estamos em casa os 3 juntos, desde que não esteja mais ninguém.
- quando chegamos a casa ou se vão lá amigos que ela conhece, os saltos mantêm-se (o que chateia algumas pessoas), mas já acalma muito mais rápido, sobretudo com gente que conhece pode acontecer que ao fim de 5 minutos deita-se a dormir. Tentámos o "NÃO", virar-lhe costas e ignorar o comportamento, nada resultou.
- a questão dos saltos também se dá antes dos passeios - assim que pegamos na trela, isto é.
- tem ódio a motas, especialmente aquelas tipo telepizza, assim que ouve o motor vai para a varanda ladrar que nem louca. Camião da recolha do lixo, igual.
- tem reações variadÃssimas aos outros cães (dá-se muito mal, normalmente, com cadelas), de descontração absoluta e andar a correr solta com eles, a medo e encolher-se e rosnar-lhes. As outras cadelas também não costumam gostar dela, os cães acabam por se fartar porque tem pedalada demais para eles. Se tiverem eles pedalada demais para ela, começa a ganir e quer-se esconder atrás dos donos.
- o meu irmão vive numa casa com jardim, onde tem um labrador já com os seus 7 ou 8 anos, que é uma absoluta paz d'alma, todo respeitador. Às vezes temos de nos ausentar e deixamos a Maia com ele, mas faz a vida do coitado do cão num inferno, morde-lhe as orelhas, está sempre a "picá-lo" para brincar a ver se ele corre atrás dela, e ele por um lado não tem pachorra, por outro também não lhe faz frente.
- Pensávamos que a Maia ia acalmar com a esterilização, mas não notamos grande diferença, nem no comportamento nem no peso (disseram-nos que ia engordar)
- Noto que tem menos respeito à minha namorada que a mim. Passam o dia juntas (a minha namorada trabalha em casa). Nunca me rosnou, a ela já. Teve uma fase em que quando lhe dávamos daqueles ossos para roer, se nos aproximávamos dela começava a rosnar-nos a sério. Após alguma pesquisa na net ignorámo-la quando fazia isso, passou a vir pedir-nos desculpa quase imediatamente e passado um tempo deixou de o fazer. Mas já aconteceu rosnar a outras pessoas, normalmente sempre mulheres (à minha mãe, por exemplo).
Está longe de ser um terror, um cão perigoso, mas também não é nenhum role model. Confesso que tenho inveja das pessoas que vejo levarem o cão com elas ao café, e mesmo sem trela o animal senta-se ao pé delas numa esplanada e não sai dali. Com a Maia não ia resultar lá muito bem.

Perguntas:
- É tarde demais para a treinar? Calculo (e espero) que não. Achamos alguma piada a ter uma cadela com personalidade versus canÃdeo-robô, mas... à s vezes essa personalidade podia ser um bocadinho menos vincada. : )
- O mais importante, o que fazer quando a Maia rosna a alguém? Como acabar com isso?
- Como fazê-la desistir dos saltos, da histeria toda quando chegamos a casa ou a vamos levar à rua?
- Algum truque para deixar de ladrar às motas etc?
- Estamos a falar da possibilidade de meter um segundo cão lá em casa (cachorro, comprado/adotado), mas não o queria mesmo fazer sem estar seguro de que se vão dar bem. Algum conselho? Acham que vai ajudá-la ter companhia doutro animal, ou pode piorar?
Já agora, fica uma foto. : )

Agradeço desde já os vossos comentários.