Os limites da “humanização”

Este é o fórum dedicado exclusivamente ao melhor amigo do homem! Troque ideias e tire dúvidas sobre o cão.

Moderador: mcerqueira

nel
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segunda jun 07, 2004 10:04 pm

Olá

A humanização do cão começa logo quando o levamos para casa. A partir daí tudo pode acontecer.
A humanização do cão está directamente relacionada com a função de companhia que ele desempenha na maior parte dos lares, especialmente nos meios urbanos.
Qualquer que tenha sido a motivação de se ter um cão para companhia, entre ele e a família que o recebe vai estabelecer-se uma relação que, em função de muitas e variadas circunstâncias, estabelecerá o grau de humanização a que ele vai ser sujeito.

Em muitos casos, eu diria na maioria dos casos, desenvolver-se-á uma relação afectiva muito forte entre o dono e o cão, uma relação que nem sempre era previsível antes de o possuir, especialmente quando antes não se passou por essa experiência. Eu antes de ter os meus cães não me passava pela cabeça que esse laço afectivo fosse tão forte. E ainda hoje, passados cinco anos, fico surpreendido como uns simples animais preenchem tanto a minha vida e a da minha família.

A tendência, diria natural, de humanizar o cão tem muito a ver com uma relação de dependência mútua. A dependência que o cão naturalmente ganha em relação ao dono, mesmo que ele seja uma besta; e a dependência que o dono cria em relação ao cão, derivada de um conjunto de circunstâncias diversas como o isolamento, a forma de habitar, carências afectivas, etc, etc.
Em muitos casos não existe o justo equilíbrio no ajuste dessa dependência. E é aqui que a humanização do cão se pode tornar arriscada ou mesmo perigosa.

Mas há situações em que o cão entrou na família humana por motivos que não lembram ao diabo. Foi a criancinha que pedinchou aquele cachorrinho tão fofinho que entretanto cresceu, deixou de ser fofinho e até deu uma dentada no dono. O cão ladra, os vizinhos barafustam, o bicho é um chato e o melhor é despachá-lo!
Aqui terá havido humanização enquanto o cão era fofinho. Foi muito mimado, provavelmente foi dando umas dentadinhas porque era muito engraçadinho, ia fazendo o que queria porque sim, porque era tão fofinho coitadinho.
E quando se tenta corrigir a humanização que não devia ter existido ou que devia ter sido inteligentemente doseada, já é tarde. Mas a culpa é sempre do cão, nunca do dono. O cão é que é um teimoso, é agressivo, é de temperamento difícil...
E o desgraçado do bicho lá sofre as consequências de umas boas bordoadas que o dono, muito compenetrado do seu estatuto de ente superior, lhe aplica como correctivo.

Há ainda situações bizarras como uma que eu conheço, em que o cão enquanto cachorro não foi bem educado. Aqui para nós, foi pessimamente educado. É um meia-leca, mas manda em toda a gente lá em casa. E ai de alguém que se chegue a ele e lhe estenda a mão para lhe fazer uma festa. Leva uma ferradela. É um chato. Ainda por cima tem aquele ladrar estridente horroroso. Os donos são os meus amigos mais chegados e gosto imenso deles. Mas detesto o cão.
Pois os meus amigos criaram um afecto tão grande por aquele bichinho que ainda hoje o humanizam. É uma espécie de bola de neve. Como já tem cerca de dez anos e não tem remédio, pronto, ao menos que seja feliz.

Eu julgo que dou a dose certa de humanização (mimo) aos meus cães e também estou convencido que os vejo àquela distância que entendo fundamental, que é a distância entre o ser-se humano e o ser-se cão.
Quando não se faz um esforço no sentido de os entender como animais que são, os limites da humanização poderão não ser os mais correctos.

Bem, até me apetecia dizer mais umas coisitas, mas isto já vai muito comprido.
Só umas perguntitas para o tópico não se ficar pelo texto de apresentação:
- Concretamente, o que entendem por humanização do cão?
- Dão mimos ao cão gratuitamente? Isto é, dão quando vos apetece (porque sim) ou apenas com um objectivo pedagógico, como recompensa?
- Se pudessem voltar atrás, educariam o vosso cão de forma diferente?
- O que consideram mais grave na humanização?
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tome
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Localização: 2 rafinhas

segunda jun 07, 2004 11:34 pm

Boa noite! ;)

Aqui em casa os cães fazem parte da familia e andam por todo o lado! A opção de ter 2 veio depois de ter perdido 2 de seguida e foi para n me prender muito a um só.

São muito mimados dou-lhes miminhos qd me apetece mas eles sabem quem manda. A minha preocupação sp foi gerir os conflitos seja pq motivo fosse e exigir respeito de todos para todos.

Se tivesse oportunidade acho q n os ia educar de maneira diferente eles são assim antes de mais pq eu sou assim e pq é este o meu modo de vida. Se alguma vez tiver q mudar vou tentar q eles mudem tb ;)

Para mim seria grave se eles me fizessem frente e isso n fazem até me protegem. São muito meiguinhos, brincam muito e são simplesmente cães mas mimalhos!

Cumprimentos
Tomé (Margarida)
Rainbow
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terça jun 08, 2004 9:21 am

O Rugas também é tratado como membro da familia ;)
É o primeiro cão que tenho à minha "responsabilidade",e também nunca pensei que me fosse apegar tanto a ele...É claro que lhe dou mimos quando me apetece,ou quando ele me pede :p
Se pudesse voltar a trás ,seria da mesma forma ;)É incrível,que quando se passa por uma situação em que quase perdemos o nosso amigo,imaginamo-nos a viver sem ele e sentimos um vazio tão grande...
É uma sensação indiscritível...
Mas também não concordo que se deixe os cães fazer tudo o que querem,tem que haver um peso e uma medida ;) Os cães,tal como as crianças tem que ser educados;da falta de educação resultam problemas difíceis de resolver...
Para mim,a relação entre pessoas e cães é das relações mais bonitas e compensadoras que se pode ter ;)
<p>Os animais s&atilde;o pessoas como as pessoas s&atilde;o animais</p>
<p>Teixeira de Pascoaes</p>
Oskarina
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Localização: Oskar ( Serra de Aires) por enquanto.... vem aí uma mana a caminho....

terça jun 08, 2004 10:20 am

Ena Nel, que Post!!!


A nossa relação com o nosso bicho é deveras muito boa.

Confesso que o mimo por tudo e por nada, mas tb o repreendo muitas vezes ( aqui está, eu trato o cão como uma criança!!).

Ele faz parte integrante da nossa família, e todos o adoramos ( uns mais que outros).

É uma excelente companhia e bastante inteligente.

Por o acharmos muito inteligente, por vezes tratamo-lo como uma pessoa.

Como alguém disse, o cão é o espelho do dono, e acreditem que é mesmo verdade.

Se pudesse voltar atrás, talvez mudasse a minha atitude em relação ao cão ( eu confesso que o mimo mesmo muito, e deixo-o fazer coisas, que hoje, já não consigo, ou pelo menos, tenho alguma dificuldade em corrigir).

Mas nunca voltaria atrás na opção de o adoptar, nunca mesmo. Até porque não imagino a minha casa sem o cão.


O facto de o mimar muito, tb tem o seu objectivo pedagógico, mas tb porque é de uma satisfação extrema, ver aquela fuça linda toda contente quando o mimamos.


Eu peco apenas por não o ter educado correctamente, mas de resto, é o melhor que uma familia pode ter.
:lol: :lol: :lol:
AndLemos
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terça jun 08, 2004 11:06 am

Olá Nel nos dias de hoje acho que o cão já é "humanizado" mesmo antes de o levarmos para casa, diria mesmo que sob certos pontos de vista a humanização é inevitável uma vez que eles vivem connosco e tem de viver com os nossos hábitos etc, etc.

Quando comecei a ouvir falar na humanização dos cães muitas vezes pensava sobre o assunto, ainda hoje penso, mas acho que há certas coisas que são impossiveis de deixar de as fazer.

Tento que os meus cães sejam "cães", não sei se me compreende mas conheço alguns cãezinhos tão "coquetes" que nem sabem o que é brincar e á minima coisinha começam logo a ganir "não me toquem".
É uma questão um pouco complexa, há pessoas que no meu ponto de vista exageram, meu filhinho, a roupinha...

Se formos ver como são tratados os meus cães e o cão dos meus avós, os meus são altamente humanizados, eles não permitem nem metade ao cão deles do que eu permito aos meus cães.
Há um conjunto de factores que influenciam a humanização.

Gosto dos meus cães porque gosto, gosto de animais desde que me conheço, foi algo que nasceu comigo, mesmo quando a minha mãe não me deixava ter animais em casa fiz coleção das mais diferentes espécies debaixo da cama (lagartixas, caracóis, girinos...) durou só até a minha mãe aspirar o quarto.
Dou-lhes mimos quando me apetece ou pedem, simplesmente porque gosto deles.
isabelnobre
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terça jun 08, 2004 11:51 am

nel Escreveu: - O que consideram mais grave na humanização?
Quando o cão não diferencia a sua posição da do dono. :roll:

Sei de muitos casos assim, dos piores são quando o cão requesita os carinhos só para sí e quando há outra manifestação de afecto com um dos donos, o cão pimba. Tive uma cliente que ficou com o lábio todo rasgado, uma outra que não podia ir á casa de banho porque era o sitio do cão desde bebé. Deve ser muito triste quando a relação com o cão deixa de existir, para passar a haver um de "deixa lá ver se o gajo agora não me ferra".
Por muito que gostem deles acho que é uma tortura e não é para isso que temos cão, acho eu.

Dos casos que me afecta a mim em particular é quando os cães nos tentam morder na tosquia e os donos lhe fazem festinhas e ameaçam um "tau-tau no rabinho" :o E acreditem alguns mais parecem uns "cãocrodilos" lindos da dona. :p
izabella
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terça jun 08, 2004 12:11 pm

O meu também é como um "filho" pois como ainda não temos,tem toda a nossa atenção qualquer coisinha que ele tenha ou que esteja murcho sem fazer nada ficamos logo preocupados ver se tem febre se algum bicho mordeu?
Infim o nosso menino. :lol:
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<strong>Lu....</strong>
Dalilah
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terça jun 08, 2004 12:32 pm

Nel Escreveu:Só umas perguntitas para o tópico não se ficar pelo texto de apresentação:
- Concretamente, o que entendem por humanização do cão?
- Dão mimos ao cão gratuitamente? Isto é, dão quando vos apetece (porque sim) ou apenas com um objectivo pedagógico, como recompensa?
- Se pudessem voltar atrás, educariam o vosso cão de forma diferente?
- O que consideram mais grave na humanização?
Olá Nel, de novo, parabéns pelo muito bom tópico!
No meu entender, a humanização do cão consiste naquilo que o nome indica: querer, mesmo incoscientemente, que um animal seja e reaja como uma pessoa. Ora isto gera imensos problemas porque, por muito inteligentes que os nossos cães nos pareçam (e parecem sempre muitíssimo espertalhões), o facto é que eles NÃO são pessoas, e devem ser tratados de acordo com este facto.

Eu dou mimos às minhas cadelas sempre que me apetece, mas tento distinguir mimos de recompensas. Adoro enchê-las de festas e levá-las a passear comigo para todo o lado, mas recompensas tais como elogios ou guludices, esforço-me para que seja mesmo só quando merecem.

Modéstia à parte, julgo que os meus cães foram bem educados. Treinei-os o básico (senta, deita, aqui, pára) e são todos cães emocionalmente estáveis e pelos quais eu meto a mão no fogo: tenho a certeza de que nunca atacaria ninguém sem motivo.

O problema mais grave da humanização, na minha opinião, é o mal que ela faz ao próprio cão. Geralmente, cães demasiado humanizados tornam-se psicológicamente instáveis, às vezes mandões, controladores e por vezes até agressivos, porque eles não estão preparados para a responsabilidade que, através da humanização, lhes transmitimos, de serem "superiores" a nós.
nel
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terça jun 08, 2004 12:33 pm

nel Escreveu: - Dão mimos ao cão gratuitamente? Isto é, dão quando vos apetece (porque sim) ou apenas com um objectivo pedagógico, como recompensa?
Eu coloquei esta questão sem ter respondido. Eu dou mimos aos meus cães (porque sim), quando me apetece. E apetece-me muitas vezes.
Não sei se teria a mesma atitude se o temperamento deles fosse outro.
É provável que tivesse outros cuidados, não sei.
Como às vezes digo na brincadeira, com os meus cães não é necessário consultar o manual de instruções. De qualquer modo, claro que há um mínimo de disciplina que lhes incuto.
AndLemos Escreveu:...nos dias de hoje acho que o cão já é "humanizado" mesmo antes de o levarmos para casa, diria mesmo que sob certos pontos de vista a humanização é inevitável uma vez que eles vivem connosco e tem de viver com os nossos hábitos etc, etc.
É verdade, concordo plenamente. Mas na província o cão não é tão "humanizado", a começar pelo facto de nem sequer pôr uma pata dentro de casa. A relação com o cão é muito mais distante, ao contrário da vivência com o cão na cidade, que em muitos casos é demasiado e inevitavelmente próxima.

Sendo de Viseu, neste momento não sei como é o relacionamento das pessoas com o cão mesmo dentro da cidade, porque as minhas idas a Viseu agora são esporádicas. Nas vilas e aldeias sei que o cão fica fora de casa e serve de guarda ou para a caça. Cão de companhia é mariquice, é pieguice. Mas não sei em que sentido as coisas evoluiram numa cidade de província.
Talvez a Andreia possa acrescentar algo sobre isto.
isabelnobre Escreveu:...Dos casos que me afecta a mim em particular é quando os cães nos tentam morder na tosquia e os donos lhe fazem festinhas e ameaçam um "tau-tau no rabinho" ...
Um cão mal educado é irritante. Mas, apesar de tudo, tolero muito mais facilmente um cão mal educado do que uma criancinha birrenta e aos guinchos.
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Guida__F
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terça jun 08, 2004 12:57 pm

Há alguns anos atrás apanhei um susto.

Tenho um sobrinho que vive numa aldeia do norte interior. Quando ele tinha cerca de seis anos e estavamos na casa de uma prima, que é de Lisboa apareceu na sala o seu Labrados Preto.
O miúdo ficou assustado e depois surpreendido com as atitudes do cachorro que só queria que fizessem festas.
Quando se conseguiu que o garoto fizesse festas no cão, ele disse algo que me ficou na memória:

"- Então isto é que é um cão de estimação"
Moca32
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terça jun 08, 2004 1:00 pm

Eu estava aqui a pensar, eu agora já tolero tudo, desde cães rabujentos a miudos a fazer escandaleira,de tudo um pouco e...

Nem sempre foi assim, mas apanhei o habito de um antigo vizinho que tinha um cão que mais p+arecia possuido pelo diabo, era uma peste.

Depois de muito ter aturado o meu sobrinho e suportar as birras dele e mais tarde ter tido um filhote e tambem ter de enfrentar certas birras, já nem digo nada.

O lema agora é gritem e rosnem o quanto vos apetecer, só não me mordam ou batam, pois aí o caso muda de figura. :)
scunha
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terça jun 08, 2004 1:21 pm

[/url]Desde que tenho lá em casa o dick, muito meigo e brincalhão, aprendi a ter mais paciencia e a tolerar as suas diabruras, como roer tudo que encontra (agora está mais calmo), aprendi que ele é como uma criança, nós adultos é que temos que ter cuidado e não deixar as coisas ao seu alcance.[img][/img]
AndLemos
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terça jun 08, 2004 1:51 pm

nel Escreveu:

Sendo de Viseu, neste momento não sei como é o relacionamento das pessoas com o cão mesmo dentro da cidade, porque as minhas idas a Viseu agora são esporádicas. Nas vilas e aldeias sei que o cão fica fora de casa e serve de guarda ou para a caça. Cão de companhia é mariquice, é pieguice. Mas não sei em que sentido as coisas evoluiram numa cidade de província.
Talvez a Andreia possa acrescentar algo sobre isto.

É assim Nel neste momento há de tudo.
Tenho muitos colegas e conhecidos que tem cão, visitam regularmente o vet, dão-lhes uma boa ração, os cães entram em casa.
Como a minha melhor amiga trabalha no vet, também vou sabendo alguns casos de relatos que ela me vai confidenciando.

Há pessoas que não vale a pena falar, que são aquelas que maltratam os animais.

Agora como o Nel certamente sabe e se calhar pode fazer confusão a alguns membros é que grande parte das pessoas nas aldeias e vilas aqui em volta, têm uma relação não muito próxima com os seus cães, como hei-de explicar...

O cão não entra dentro de casa, normalmente comem comida caseira ou ração do lidl ou continente... mas na opinião do dono, e atenção é na melhor das intenções, os seus animais estão a ser muito bem tratados. É a mentalidade das pessoas e que eu respeito.

O que eu tenho muita pena Nel é que aqui não se organizam eventos e campanhas de sensibilização e/ou informação.
Não temos nenhuma escola de treino, aliás aproveito para dizer a alguém que esteja interessado que pode iniciar aqui a sua carreira e montar negócio, a concorrencia é nula. :D


Vá Nel dê cá um salto e traga os seus "meninos" (lá estou eu a humanizar)
AndLemos
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terça jun 08, 2004 2:55 pm

Numa pesquisa no fórum encontrei um tópico que falava que as pessoas aqui eram pobres trabalhavam em fábricas, não tinham dinheiro para castrar as gatas (acho eu) e então quando nasciam os gatinhos matavam-nos.

Quando li isto ao mesmo tempo que fiquei estupfacta fartei-me de rir.
Coitadinhos de nós...

Deve haver casos em que isto acontece, não é só em Viseu certamente e quase de certeza que em 90% dos casos não é por questões monetárias, mas mais uma vez é a mentalidade das pessoas que o fazem.
Moca32
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terça jun 08, 2004 3:05 pm

Bem, eu como um individuo que cresci numa zona que é + ou - provincia, sei que realmente existe muito aquela tendencia de ter o cão no quintal e de raramente o ter dentro de casa.

Curiosamente eu apesar de ter crescido nesse meio, quero o cão para estar a meu lado dentro de casa, mas já sei que o mesmo irá estragar algumas coisas, mas isso é como tudo o resto, existe um processo de aprendizagem, o qual tem o seu lado negativo, mas que é insignificante face ao lado positivo.

Quanto a tipos que maltratam animais, bem, esses deviam estar atrás das grades, assim faziam menos prejuizo.
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