(Antes: Serra da Estrela Agressivo -> Consanguinidade) Agora: Discussão sobre Genética e cruzamentos

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Moderador: mcerqueira

CindelP
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sábado out 15, 2005 9:41 pm

Nebulosa Escreveu:A CBKC proibe o cruzamento entre irmãos completos, assim como tu deve saber o imbreeding mais proximo (pai com filho) é um tiro no escuro pois é comum muitos filhotes nascerem com má formação, mortos ou com problemas mentais (como minha beagle) além de que, no imbreeding proximo se algum dos cães tiverem problemas como APR ou o "gene" do albinismo, isso vai concerteza aparecer nos filhotes, pois o inbreeding assim como firma as boas caracteristicas, também firma as más.
Minha beagle não ganhou pedigree pois foi o cruzamento acidental entre irmãos inteiros, ela tem sérios problemas tanto de saúde quanto de temperamento sendo extremamente agressiva.
Te aconselho a dar uma estudada sobre o inbreeding (pai com filho filho com filho) e vais ver os problemas que isso pode causar

Frequentes mal-formações?

Quantos e quantos campeões proveem que pai-filho ou mesmo entre irmãos de ninhada...
Como a Nebulosa diz, o inbreeding fecha a linha, aumentando a concentração dos mesmo genes, obrigando alguns "escondidos" a se manifestarem e a outros a "aumentarem" o seu leque de acção. Tão simples quanto isto.
A nivel de caracter, em geral ou mantem-se ou aumenta o que já se tem, seja a dominancia seja a timidez.
Problemas mentais nepias ... aliás, também ja agora, gostava que me dissessem o que é, um cão problemas mentais.

Mal-formações e problemas mentais são apenas mitos ... ainda estou para ver estatisticas fiaveis sobre esse tema.

Por isso, aconselhava também a Nebulosa a esquecer um pouco as regras do CBKC e a pesquisar um pouco mais.
No caso do Serra o inbreeding foi, e ainda é, praticado pelos pastores e até hoje problemas de caracter não os há.

Se todos os problemas de caracter /mas-formaçoes viessem de inbreeding ...

E se por um lado o in-breeding tem este problema (trazer ao de cima certas coisas más) o out-crossing não é melhor, pois tb nc sabemos o que a combinação pode originar. Por essa logica muitos problemas de caracter também poderiam advir de out-cross.
PauloSantos Escreveu:
A consaguinidade não pode ser também uma das causas de uma anormal agressividade nos cães ?
Pode e não pode, mas muito raro.

E em geral quando está associada à consaguinidade está também associada a fracos nervos, a individuos nervosos e inseguros, o que não parece de maneira nenhuma ser o caso.


sclourenco Escreveu:Serviu imenso a discussão sobre se a agressividade provém da consanguinidade ou não...
Às tantas se prestar um pouco de atenção, até poderá ver algum beneficio, pois, pelo menos eu, acho interessante tentar saber de onde vem a tal agressividade.
sclourenco Escreveu:Pode ser que outros membros queiram participar de uma forma mais construtiva do que até ao momento. De momento, as hipóteses apresentadas estão de parte, mas agradeço na mesma.
Não me leve a mal, não sei a idade que tem, mas se tiver oportunidade pergunte a alguém que viva no campo, que já tenha alguma idade, se algum dia um cão deles mostrou algum tipo de agressividade. E se sim, como resolviam a questão ...

Nanci
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Nebulosa
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sábado out 15, 2005 10:04 pm

CindelP Escreveu:
Nebulosa Escreveu:A CBKC proibe o cruzamento entre irmãos completos, assim como tu deve saber o imbreeding mais proximo (pai com filho) é um tiro no escuro pois é comum muitos filhotes nascerem com má formação, mortos ou com problemas mentais (como minha beagle) além de que, no imbreeding proximo se algum dos cães tiverem problemas como APR ou o "gene" do albinismo, isso vai concerteza aparecer nos filhotes, pois o inbreeding assim como firma as boas caracteristicas, também firma as más.
Minha beagle não ganhou pedigree pois foi o cruzamento acidental entre irmãos inteiros, ela tem sérios problemas tanto de saúde quanto de temperamento sendo extremamente agressiva.
Te aconselho a dar uma estudada sobre o inbreeding (pai com filho filho com filho) e vais ver os problemas que isso pode causar

Frequentes mal-formações?

Quantos e quantos campeões proveem que pai-filho ou mesmo entre irmãos de ninhada...
Como a Nebulosa diz, o inbreeding fecha a linha, aumentando a concentração dos mesmo genes, obrigando alguns "escondidos" a se manifestarem e a outros a "aumentarem" o seu leque de acção. Tão simples quanto isto.
A nivel de caracter, em geral ou mantem-se ou aumenta o que já se tem, seja a dominancia seja a timidez.
Problemas mentais nepias ... aliás, também ja agora, gostava que me dissessem o que é, um cão problemas mentais.

Mal-formações e problemas mentais são apenas mitos ... ainda estou para ver estatisticas fiaveis sobre esse tema.

Por isso, aconselhava também a Nebulosa a esquecer um pouco as regras do CBKC e a pesquisar um pouco mais.
No caso do Serra o inbreeding foi, e ainda é, praticado pelos pastores e até hoje problemas de caracter não os há.

Se todos os problemas de caracter /mas-formaçoes viessem de inbreeding ...

E se por um lado o in-breeding tem este problema (trazer ao de cima certas coisas más) o out-crossing não é melhor, pois tb nc sabemos o que a combinação pode originar. Por essa logica muitos problemas de caracter também poderiam advir de out-cross.
PauloSantos Escreveu:
A consaguinidade não pode ser também uma das causas de uma anormal agressividade nos cães ?
Pode e não pode, mas muito raro.

E em geral quando está associada à consaguinidade está também associada a fracos nervos, a individuos nervosos e inseguros, o que não parece de maneira nenhuma ser o caso.


sclourenco Escreveu:Serviu imenso a discussão sobre se a agressividade provém da consanguinidade ou não...
Às tantas se prestar um pouco de atenção, até poderá ver algum beneficio, pois, pelo menos eu, acho interessante tentar saber de onde vem a tal agressividade.
sclourenco Escreveu:Pode ser que outros membros queiram participar de uma forma mais construtiva do que até ao momento. De momento, as hipóteses apresentadas estão de parte, mas agradeço na mesma.
Não me leve a mal, não sei a idade que tem, mas se tiver oportunidade pergunte a alguém que viva no campo, que já tenha alguma idade, se algum dia um cão deles mostrou algum tipo de agressividade. E se sim, como resolviam a questão ...

Nanci
Individuos nervosos mais donos com pena gera um animal que tem uma liderança agressiva, serve?

Sobre os campeões que são gerados por inbreeding entre irmãos (eu particolarmente nunca vi um imbreeding desses ser um campeão mesmo pq aqui não recebem pedigree), pergunte para quem criou um quantos nasceram na ninhada, quantos tinham problemas de má formação e por ultimo quantos sobreviveram, provavelmente vais cair pra tras com os numeros.

Sobre as regras da CBKC, acho que ela não existiria se não tivesse um motivo muito forte, não acha?

Um Inbreeding com esse grau é um tiro no escuro.
no Aoutcrossing os filhotes nascem com o que chamamos de Vigor do Hibrido.
Inbreeding e Outcrossing são coisas completamente opostas, já viu SRD nascer fracos (em relação a doenças) ou então com má formação?
só se for uma população de srd isolada, pq em geral os SRDs são outcrossings, e tem essa resistencia devido ao vigor do hibrido.
mas no mais outcrossings não vem ao caso agora.
texuga
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sábado out 15, 2005 10:04 pm

CindelP Escreveu: Não me leve a mal, não sei a idade que tem, mas se tiver oportunidade pergunte a alguém que viva no campo, que já tenha alguma idade, se algum dia um cão deles mostrou algum tipo de agressividade. E se sim, como resolviam a questão ...

Nanci
Essas pessoas também dão carcaças de frango aos cães como alimentação diária, desconhecem a palavra veterinário e quando o cão fica doente ou o auto-medicam ou dão-lhe um tiro, portanto acho que foi escolher um mau exemplo de "treinador"...
http://www.apterrariofilia.org<a href="http://www.amphibio.org/apterrariofilia" target="_blank"> </a>
CindelP
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Nebulosa Escreveu:Individuos nervosos mais donos com pena gera um animal que tem uma liderança agressiva, serve?
Não é donos com pena. São donos incapazes.
Sobre os campeões que são gerados por inbreeding entre irmãos (eu particolarmente nunca vi um imbreeding desses ser um campeão mesmo pq aqui não recebem pedigree), pergunte para quem criou um quantos nasceram na ninhada, quantos tinham problemas de má formação e por ultimo quantos sobreviveram, provavelmente vais cair pra tras com os numeros.
Anda pouco atenta.

Cá em casa:
3 ninhadas. 2 mae-filho, 1 irmao - irmao.
6 na primeira, 4 na segunda, 6 da terceira.
Tudo saudavel e de boa saude.
Quer mais?

Sobre as regras da CBKC, acho que ela não existiria se não tivesse um motivo muito forte, não acha?
Sinceramente, nem o AKC, nem o UKC, nem a FCI proibe. Penso que isto serve de resposta.
Um Inbreeding com esse grau é um tiro no escuro.
lol ... antes pelo contrario. Para o bom ou para o mau, tem as variaveis mais ou menos controlaveis. Além de ser a unica maneira de saber o que "possui" o seu cao.
E um outcross o que chama?
no Aoutcrossing os filhotes nascem com o que chamamos de Vigor do Hibrido.
É por isso que todos os filhotes proveniente de um outcross sao super saudaveis? É que ainda nao vi isso. ..

Inbreeding e Outcrossing são coisas completamente opostas, já viu SRD nascer fracos (em relação a doenças) ou então com má formação?
Quantos e quantos ..
Tenho cá em casa, dois cachorros, de um outcross de nasceram com duas más-formações.
pq em geral os SRDs são outcrossings, e tem essa resistencia devido ao vigor do hibrido.
Pois ... é o velho mito de que os rafeiros são mais saudaveis. Ainda acredita nisso?

Continuo à espera das estatisticas e que me diga o que é um cão com "problemas mentais".
Essas pessoas também dão carcaças de frango aos cães como alimentação diária, desconhecem a palavra veterinário e quando o cão fica doente ou o auto-medicam ou dão-lhe um tiro, portanto acho que foi escolher um mau exemplo de "treinador"...
E também são graças a essas pessoas que temos as raças que temos.
E acredite também, que se muitos de nós aprendessemos com essas pessoas umas coisinhas não haveria uma coisa chamada BSL nem muito menos mariquices como psicologos de cães.

Nanci
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vald
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sábado out 15, 2005 10:23 pm

CindelP Escreveu: (...)
Não me leve a mal, não sei a idade que tem, mas se tiver oportunidade pergunte a alguém que viva no campo, que já tenha alguma idade, se algum dia um cão deles mostrou algum tipo de agressividade. E se sim, como resolviam a questão ...

Nanci
Infelizmente alguns responderiam que lhe davam um tiro (no cão). Mas o certo é que no mínimo levavam um belo “arraial de porrada”.
Como ultimo recurso, não discordo de todo pelo método apresentado, antes isso, do que ter de me desfazer ou mandar abater um dos meus cães.
fang
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sábado out 15, 2005 10:27 pm

PauloSantos Escreveu:

A consaguinidade não pode ser também uma das causas de uma anormal agressividade nos cães ?

Pode, se associado a essa consanguinidade estiver a agressividade. Ou seja, se ambos os progenitores forem "geneticamente agressivos. A consanguinidade potencia o bom e o mau em % igual de probabilidades.

A consanguinidade tem os seus problemas inerentes á maior homogeneidade genética, tal como o outcrossing tem os seus pelo motivo inverso.

Agora o que me chateia é invocarem a consanguinidade para todo e qualquer defeito. Qualquer dia ainda dizem que o facto do cão apanhar pulgas é defeito de consanguinidade...

Na base de todas as raças, mesmo as mais antigas (ou as tipologias ancestrais) está a consanguinidade. Hoje temos identidades morfológicas e temperamentais bem defenidas com base no inbreeding, mais ou menos apertado.

Por outro lado, temos os SRD, sem identidade quer a um nível, quer a outro, fruto de grande diversidade genética.

Agora o que eu vejo é sobretudo rafeiros desiquilibrados, porque não existe selecção, ao contrario dos cães de raça.

Selecção implica maior homogeneidade genética, logo implica consanguinidade mais ou menos apertada em termos de parentesco ou cruzamentos consanguineos mais ou menos assiduos no tempo.
<p>Francisco Barros</p>
<p><a href="http://vigilantesnatureza.paginas.sapo.pt">http://apgvn.pt.vu</a></p>
<p><a href="http://www.biodiversity4all.org">http://www.biodiversity4all.org</a> </p>
fang
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sábado out 15, 2005 10:58 pm

Nebulosa,
Não leve a mal, mas...

Ou anda muita "nebulusidade" aí no sul do brasil, ou anda a ser influenciada pela mitologia do "fantasma da consanguinidade".

Quer um maior "tiro no escuro" que um outcrossing??(nota: outcrossing=progenitores sem um unico ancestral em comum pelo menos em 5 gerações atrás)

Ninhadas muito heterogéneas, quer em aspecto, quer em qualidade.
Defeitos que também aparecem em cachorros (que ninguem sabia que os pais podessem transmitir).

Isto porquê??

Porque, quando se recorre ao outcrossing, dilui-se a probabilidade de saber realmente aquilo que o cão transmite e quando menos se espera, sai-nos "mosca na sopa".
O inbreeding é uma maneira de saber com maior certeza o que realmente vai na bagagem genética daquela geração. Corre-se riscos?? Claro que corre. De igual modo se corre com outcrossing e ficamos a saber menos sobre a bagagem genética dos cães.
<p>Francisco Barros</p>
<p><a href="http://vigilantesnatureza.paginas.sapo.pt">http://apgvn.pt.vu</a></p>
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Nebulosa
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sábado out 15, 2005 11:37 pm

fang Escreveu: Nebulosa,
Não leve a mal, mas...

Ou anda muita "nebulusidade" aí no sul do brasil, ou anda a ser influenciada pela mitologia do "fantasma da consanguinidade".

Quer um maior "tiro no escuro" que um outcrossing??(nota: outcrossing=progenitores sem um unico ancestral em comum pelo menos em 5 gerações atrás)

Ninhadas muito heterogéneas, quer em aspecto, quer em qualidade.
Defeitos que também aparecem em cachorros (que ninguem sabia que os pais podessem transmitir).

Isto porquê??

Porque, quando se recorre ao outcrossing, dilui-se a probabilidade de saber realmente aquilo que o cão transmite e quando menos se espera, sai-nos "mosca na sopa".
O inbreeding é uma maneira de saber com maior certeza o que realmente vai na bagagem genética daquela geração. Corre-se riscos?? Claro que corre. De igual modo se corre com outcrossing e ficamos a saber menos sobre a bagagem genética dos cães.
Sou novinha nisso ainda, to sempre aprendendo.
Tenho meu pé atras com a consanguinidade pq sempre quebrei a cara com ela, todos os cães que eu tive, vindos de consanguinidade, tiveram problemas, tanto de má fomação (Yanka tem problemas nas patas de tras) quando de temperamento (belinha com agressividade em demasia assim como medo mais problemas nos pulmoes).

me interesso muito pelo o assunto, se não for abusar quero tirar uma casquinha de vocês.
Que critérios vocês usam para fazer um Inbreeding de pai com filho e depois de irmão com irmão?

Para que vocês usariam o Outcrossing?
fang
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domingo out 16, 2005 12:29 am

Mudança do Título do tópico.
"Antes: Serra da Estrela Agressivo -> Consanguinidade) Agora: Discussão sobre Genética e cruzamentos"


Então quando se pede ajuda para um caso, partindo de um pessuposto aparentemente errado, está-se á esperta de quê??

Desculpem lá, mas estavam á espera de psicanalista para este caso??

A Nanci já deu dicas bastante uteis para tentar resolver o problema. Se não conseguem, tentem quem consiga.
Não me parece que venha aqui alguem com milagres...

Um cão, tal como o lobo, apenas conhece 3 aspectos na hierarquia:
Ou está por cima= é alpha e "é rei". Ou está na "cauda" da hierarquia e é omega, o "bobo da corte". Ou está num estado intermédios que "mede forças" constantemente com o elemento mais abaixo ou mais acima, com vista a subir ou manter o lugar.

Qualquer cão, por norma, automaticamente, devido ao processo milenar de domesticação, vê o dono como "super alpha", aquele que NUNCA pode ser destronado. Aquele de que está dependente por "conveniencia".Trata-se de um instinto base de sobrevivencia por parte dos canídeos oportunistas.

No entanto os cães continuam a "ver" os humanos como seus semelhantes (embora insubstituiveis pela capacidade de arranjar alimentos).
O que se passa é que alguns cães, em virtude do dono não ter atitudes adequadas (isto poderá ter muito a ver com o temperamento do cão versus habilidade do dono), pode ficar baralhado, sem saber ao certo a sua posição hierárquica no seio da matilha (vulgarmente apenas compostas por humanos, o que ainda é mais difícil).

A violencia e a força fazem parte do "jogo natural" de posição de poder nas matilhas (só quem não tem cães nórdicos, não se apercebe bem disso). Por isso não vejo a violencia dono/cão, quando devidamente integrada (não é dar porrada no cão quando o problema já ocorreu há meia hora...) , uma barbárie como muita gente vê.

O grande problema de que me venho a aperceber, é a negligencia e respectiva irresponsabilidade no controle de atitudes de cachorros, que resulta em problemas comportamentais por vezes graves em adultos.

E venham de lá os mais "pintados". Para Dar a "volta" a um cão adulto, a dependencia imposta pela fome e/ou pela violencia hierarquica (que pode ser porrada, ou simplesmente indiferença), são as melhores maneiras do cão perceber quem manda no "burgo".


E tomariam muitos cães que comem rações da treta, terem carcaças de frango cru para se alimentarem todos os dias.

E fico decepcionado que pessoas que já tiveram problemas com cães alheios sobre os seus cães, achem que "educar" um cão adulto é apenas com palavras...

PS1: Ainda vou colocar a minha antiga assinatura...

PS2: Guru, só conheço o Kan, o Kan Guru... ;)
<p>Francisco Barros</p>
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fang
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domingo out 16, 2005 2:37 am

Nebulosa Escreveu:
fang Escreveu: Nebulosa,
Não leve a mal, mas...

Ou anda muita "nebulusidade" aí no sul do brasil, ou anda a ser influenciada pela mitologia do "fantasma da consanguinidade".

Quer um maior "tiro no escuro" que um outcrossing??(nota: outcrossing=progenitores sem um unico ancestral em comum pelo menos em 5 gerações atrás)

Ninhadas muito heterogéneas, quer em aspecto, quer em qualidade.
Defeitos que também aparecem em cachorros (que ninguem sabia que os pais podessem transmitir).

Isto porquê??

Porque, quando se recorre ao outcrossing, dilui-se a probabilidade de saber realmente aquilo que o cão transmite e quando menos se espera, sai-nos "mosca na sopa".
O inbreeding é uma maneira de saber com maior certeza o que realmente vai na bagagem genética daquela geração. Corre-se riscos?? Claro que corre. De igual modo se corre com outcrossing e ficamos a saber menos sobre a bagagem genética dos cães.
Sou novinha nisso ainda, to sempre aprendendo.
Tenho meu pé atras com a consanguinidade pq sempre quebrei a cara com ela, todos os cães que eu tive, vindos de consanguinidade, tiveram problemas, tanto de má fomação (Yanka tem problemas nas patas de tras) quando de temperamento (belinha com agressividade em demasia assim como medo mais problemas nos pulmoes).

me interesso muito pelo o assunto, se não for abusar quero tirar uma casquinha de vocês.
Que critérios vocês usam para fazer um Inbreeding de pai com filho e depois de irmão com irmão?

Para que vocês usariam o Outcrossing?
O pé atrás que tem, tanto pode ser por inbreeding como por outcrossing.
Provavelmente os problemas que tem, deve-se a cruzamentos "sem sentido", independentemente do grau de consanguinidade.

Quem disse que inbreeding tem que ser forçosamente entre pai/filho ou entre irmãos? Cada criador deve saber tirar partido da genética que tem. A consanguinidade apertada pode ser uma mais valia para fixar determinadas caracteristicas, mas não deve ser mantida eternamente em circuito fechado, sob risco de para se ter boas caracteristicas, as más venham sempre "agarradas".
A maioria dos criadores utilizam o "linebreeding", que não é mais que um inbreeding com parentes mais afastados (primos, pe), mas com ascendencia em comum.
Há que ter o trabalho de seleccionar os exemplares fruto da consanguinidade. Apenas ficam para reprodução aqueles que teoricamente não transmitem os problemas e apenas transmitem as virtudes. Claro que isto não funciona a 100% e muitos defeitos recessivos passam. Mas passam e passeiam-se sem se mostrar (até um dia) com maior facilidade no outcrossing. Por isso o inbreeding serve para saber quais os defeitos que existem em determinada linha e tentar seleccionar no sentido de os eleminar, coisa que é complicada no outcross, devido á diluição dos mesmos.

Depois depende da raça em questão. Se uma raça tem muitos exemplares já seleccionados por inbreeding, pode ser uma mais valia a cruza de linhas distintas. Se por outro lado a raça ainda está em "selecção", o inbreeding é uma ferramenta indispensavel.
Como gosta de wolfdogs, analize os pedigrees desta raça relativamente recente e verá muitos ascendentes comuns em gerações pouco distantes.
Na natureza é isso que se passa na formação de sub-espécies. Trata-se de um conjunto de individuos que evolui com base no inbreeding, individualizando-se com caracteristicas proprias tendo por base a genética pouco diversificada. Tornam-se numa população diferente e é com esta base que existe diversidade intra-especifica.
Claro que o que a natureza elimina pela selecção natural no caso de individuos em liberdade, o criador terá que o fazer artificialmente, afastando da criação aqueles que não são aptos.

O inbreeding/ outbreeding pode ser utilizado pelo criador consoante o patrimonio genetico que tem e aquilo que pretende. São ambas ferramentas de trabalho que podem ser bem ou mal utilizadas.

A qualidade de um cão (quer a nivel morfologico, quer temperamental), não tem a ver com o nivel de consanguinidade, mas com o trabalho de selecção com cabeça de quem o faz. E "charutos" podem sair de ambos os casos.

Pessoalmente acho o outcrossing um desafio interessante, embora trabalhoso e reconheço que a maioria dos criadores utilizam a consanguinidade para obterem resultados mais rápidos.

No entanto um bom cão é sempre um bom cão, independentemente da metodologia utilizada.
<p>Francisco Barros</p>
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aisd
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periquito FALCANITO

domingo out 16, 2005 7:03 am

Na minha opinião - e não sei nada disto - pode haver loucura.
O cão morde aos donos em circunstâncias específicas, ou seja, morde quando eles estão a sair do carro, aparece surrateiramente e morde, quando eles saiem de casa, do mesmo modo, e já mordeu a dona quando esta lhe deu um bocado de comida à mão, deu o 1º pedaço de comida e quando ía dar o 2º ele atirou-se à cara.
Se fosse com o meu avô, este cão já tinha sido abatido.
É pura e simplesmente inaceitável que um cão se vire e, muito menos, morda o seu dono.
Mas, esta história do "sorrateiramente", a mim, parece loucura do cão.
Nunca vi caso semelhante.

Ou ele pensa que é brincadeira e, nesse caso, é muito, mas mesmo muito, mimado.

Embora pareça muito violento, a mim parece-me que a solução da Cindel é, possívelmente, a única viável.
Mais vale um bocado de violência bem sucedida que ter de abater o cão, não acha ?

O cão já é adulto e têm vícios duros de tirar.
Na primeira vez que o cão se virou, devia ter apanhado uma sova.
É por estas e outras que é importante, quando cachorros, ficar bem claro quem manda - tirar a comida da boca do cão, etc.

Pode tentar os processos da Jan Fennell para restablecer a hierárquia.
Não são tão violentos mas é provável que também não funcionem, pois exigem dos donos, teimosia, frieza e persistência.
Os donos têm medo do cão ?
VascoV
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Localização: Politicos com anti-rábica em dia
Contacto:

domingo out 16, 2005 8:00 am

O melhor método é falar com a Professora Ilda da faculdade que lhe dará umas indicações em conjunto com um treinador a sério...
Pedra
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domingo out 16, 2005 9:16 am

Há aqui algumas coisas que ficaram por esclarecer.
1º O cão sempre demonstrou este tipo de comportamento, ou só há pouco tempo?
2º A mae do dono convive com o cão desde pequeno. Mas... e os outros?
3º Houve alguma alteração ou algo que possa explicar a mudança de comportamento?
4º O cão sempre viveu no mesmo local com os intervenientes?
5º Já foram com o cão a um veterinário? Pode haver problemas de saúde que "justifiquem" este tipo de atitude.
6º O cão aparentemente só atacou mulheres, mas vcs acham que foi por coincidencia, ou poderá ter sido apenas porque são as mulheres que mais convivem com ele e não os homens, e neste caso, não atacou os homens, apenas porque ainda não calhou?

Há muita coisa que fica por dizer, e não somos nós, sem conhecer, que podemos dar conselhos. No entanto, se fosse o caso de o cão estar a querer mandar, não acho a hipotese da Cindel descabida de todo, mas isso teria que ser feito pelas pessoas que ele ataca (as mulheres) e na altura, coisa que não me parece que elas o consigam fazer.
Pessoalmente também acho que a consanguinidade não tenha a ver com o assunto em questão, e se tiver, isso tanto poderia acontecer num animal fruto de cruzamento não consanguineo.
Os seus amigos devem tentar resolver a situação o mais rapido possivel, pois, sendo um animal de grande porte e possante, com este tipo de comportamento, pode fazer um estrago consideravel.

Isabel
stinkydellatorre
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domingo out 16, 2005 10:13 am

Olá...

Eu tenho ajudado várias pessoas a resolver problemas de comportamento canino. Aliás, não é a minha ocupação principal, mas a que me dá mais gozo.
Em cerca de 30 cães que tentei entender, a maior parte era agressivo, não por nenhum dos motivos atrás debatidos, mas por erro do dono no estabelecimento da hierarquia. Deve saber que um cão vive em matilha E QUE UM CÃO SEM PROBLEMAS É UM CÃO QUE SABE QUE É O ÚLTIMO DA MATILHA EM CASA DESDE PEQUENO!!!

Outra causa de agressividade é falta de comunicação no binómio cão/dono!!
O CÃO PRECISA DE SABER O QUE AGRADA À FAMÍLIA, POIS O BOM COMPORTAMENTE SE BEM ESTÍMULADO E O MAU ESPONTANEAMENTE E FIRMEMENTE REPREENDIDO - fAZ UM BOM CÃO!!! (NUNCA BATA, PORQUE NÃO PRECISA)!!!



O CÃO QUER SEMPRE AGRADAR AO DONO, TEM É QUE SABER O QUE O DONO QUER DELE!

Recentemente um amigo pediu-me para ver porque é que o seu Fila Brasileiro lhe rosnava e dava a impressão de querer morder, ele já tinha criado cães desde pequeno, à partida seria experiente.
Um pouco ansioso por nunca ter trabalhado com raças tão grandes, lá fui..
Aproximei-me do cão fora do seu território, para testar a sua agressividade e não a sua territorialidade, como excelente cão de guarda que é o fila brasileiro. O único problema do cão era sofrer de alguma surdez, depois de consultar o veterinário e de ter tratado a otite o cão voltou ao ccomportamento habitual, embora se tivesse sido correctamente socializado seria um cão mais confiável.

Isto tudo para dizer que OU O CÃO ESTÁ DOENTE, ATÉ PODE SER UMA DOENÇA TRANSMITIDA GENÉTICAMENTE, OU OS SENHORES TÊM CULPA NO CARTÓRIO...

POR FAVOR, NÃO PONHAM CRIANÇAS PERTO DESSE CÃO, POIS ELE PRECISA DE MUITAS HORAS DE ADESTRAMENTO E EMBORA POSSA PARECER CRUEL AS INDICAÇÕES ATRÁS INDICADAS, DE FOME E ESPANCAMENTO.

PODE SER PRECISO ALGUMA RIGIGEZ, NÃO VIOLÊNCIA, PARA EDUCAR ESSE CÃO!

ENFORCADOR, GUIA COM TUBO RIGÍDO... E TELEFONAR A UM PROFISSIONAL PARA AJUDAR A PERCEBER ONDE O CÃO FALHA.

NA MINHA OPINIÃO ELE MORDE POR MEDO...
PauloSantos
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Registado: sábado dez 25, 2004 3:02 pm

domingo out 16, 2005 11:58 am

fang Escreveu:
PauloSantos Escreveu:

A consaguinidade não pode ser também uma das causas de uma anormal agressividade nos cães ?

Pode, se associado a essa consanguinidade estiver a agressividade. Ou seja, se ambos os progenitores forem "geneticamente agressivos. A consanguinidade potencia o bom e o mau em % igual de probabilidades.
Á partida era isso que eu pensava, mas não tinha a certeza se a agressividade era algo que se transmitia genéticamente ou se era uma situação desenvolvidada individuo a individuo, dependento da forma como são ou não educados.

Óbvio que a consanguinidade potencia o bom e o mau, especialmente em casos em que ambos os progenitores possuiem caracteristicas indesejáveis, como a agressividade.

Por outro lado, a consanguinidade, tem a vantagem de fixar determinadas caracteristicas que valorizam o animal, de modo mais rápido.

Eu trabalho a consanguinidade ao nivel das aves, e para mim, não é assunto tabu, nem tão pouco, algo de assustador como as pessoas pensam.

Tenho ouvido falar muito mal do inbreeding, no entanto, este método, a produzir maus resultados, a culpa será sempre da escolha dos progenitores.

Como é obvio, quando se pretende optar pelo inbreeding, a escolha dos progenitores (como todos os casos, mas especialmente neste) é de extrema importância, sendo que, neste caso, as probablidades de potenciar o bom e o mau, são sempre maiores.


Obrigado a ti e a Cindelp, pela explicação ;)
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