deixo aqui algo sobre cruzas
linebreeding (cruza semi fechada)
inbreeding (cruza fechada)
outcross (cruza aberta)
(texto traduzido de site)
Linebreeding
Line-breeding é acasalar parentes relativamente proximos , exemplos :.
entre primos
entre tios e sobrinhos
entre avos e netos
Pros
Evita-se cruzar animais como parentes proximos
Produz cachorros uniformes e é mais previsivel
Atrasa o apobrecimento d a qualidade genetica de individuos..
Contras
Requer individuos excelentes
Não pàra o apobrecimentoda qualidade genetica, so abranda .
Inbreeding
Inbreeding é acasalar parentes proximos , exemplos :
mãe/filho
pai/filha
é importante para fixar qualidades de uma linha
Pros
Produz cachorros uniformes e é mais previsivel
Esconde genes recessivos
Duplica bons genes
Elimina traços não desejados
Contras
Duplica faltas ou fraquezas.
Perda de vigor Progressivamente.
Aumenta a falhar de reprodução, menos cachorros.
Aparancia pode significar perda de bons genes para outros atributos.
Apobrece a qualidade genetica de individuos.
Outcross
Outcrossing é acasalar cães sem parentes comuns em 4 ou 5 gerações, é dificil quando se tem uma pequena fundação genetica
Pros
Traz novas qualidades ou reintroduz qualidades perdidas
Aumenta o vigor.
não altera a pureza
Contras
Menos consistencia e previsibilidade de ninhadas.
Pode ser necessario de remover genes introduzidos acidentalmente
Poderà ser dificil encontrar cães para cruzas verdadeiramente outcross.
Hibridos
Hibridos são o resultado da cruza de cães de raças diferentes
Pros
Traz novas qualidades ou reintroduz qualidades perdidas
Aumenta o vigor e pode aumentar o systema imunitario
Introduz novos traços : ex tipo de pelo
Pode resultar em nova raça
Os cachorros serão impuros durante umas gerações
Contras
Imprevisivel resultando em traço indesejaveis
Tem de se escolher qualidades das duas raças
Pode demorar anos para remover genes indesejaveis
Pode demorar anos para cachorros consistentes
Produz muitas variantes e não é desejado para programa de criação
para verem o texto integtegral (em inglês)
é site de gatos mas genetica é genetica
http://www.messybeast.com/inbreed.htm
APBT GENETICS PART I
http://www.apbtconformation.com/apbt_genetics.htm
APBT GENETICS PART II
http://www.apbtconformation.com/apbtgeneticsii.htm
APBT GENETICS OF COLORATION PAGE
http://www.apbtconformation.com/apbtgenetics3.htm
Demystifying Inbreeding Coefficients
http://www.netpets.org/dogs/healthspa/demyst.html
John Armstrong
não hà nada melhor que um lapis e uma folha em branco mas aqui vai um programa
http://www.mbfs.com/compuped/
(Antes: Serra da Estrela Agressivo -> Consanguinidade) Agora: Discussão sobre Genética e cruzamentos
Moderador: mcerqueira
-
rasteirinho
- Membro Júnior
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- Registado: sexta out 07, 2005 10:26 pm
O QUE É GENÉTICA?
Cientificamente a genética é o estudo da hereditariedade. Uma parte significante deste estudo tratará de que modo os traços biológicos são ou não são passados dos pais para os filhos através do processo reprodutivo.
Desde os primitivos dias da vida familiar, os rebanhos de animais reconheceram que existiam certos princípios básicos que governavam a hereditariedade. Embora levaria milhares de anos para se atingir o nosso atual estado de conhecimento, estes princípios básicos prematuramente conduziriam a idéia de reprodução seletiva. Bandos de animais descobririam que através de uma seleção cuidadosa dos animais que teriam a permissão para se reproduzirem, eles poderiam controlar a aparência específica dos traços físicos e comportamentais dos seus animais.
A genética percorreu um longo caminho desde aquela época. Agora nós sabemos que as instruções para todos os traços físicos e comportamentais são herdadas por cada indivíduo em suas únicas e próprias versões de um código químico: o DNA.
O QUE É O DNA ?
O ácido desoxirribunucleíco ( DNA ) é a identidade genética permanente, ou seja, é a "biblioteca" de referência que determina todo o traço hereditário de um organismo vivo. Com exceção de irmãos gêmeos idênticos, cada indivíduo tem o seu próprio e único código de DNA. Irmãos, irmãs, pais e filhos, possuem códigos semelhantes, mas não são os mesmos. Até mesmo as mais rígidas práticas de procriação sangüínea produzem diferenças genéticas singulares e inexplicáveis nos filhos. Além disso, cada célula, do corpo do animal, contém pelo menos uma cópia desta "biblioteca".
Uma "biblioteca" de referência de DNA não é tão diferente de uma biblioteca de livros. Da mesma maneira que uma informação nas bibliotecas é armazenada em uma seqüência de letras que formam palavras e livros, a informação na "biblioteca" de DNA é armazenada em uma seqüência de letras químicas, que chamamos de nucleotídeos. Estes nucleotídeos também formam palavras e livros ( ex. genes e "códon" ). Então, quando nós dizemos que cada animal ( ou pessoa ) tem o seu próprio e singular DNA, o que nós realmente estamos queremos dizer, é que cada indivíduo tem a sua própria e singular seqüência de nucleotídeos.
Em contraste com o alfabeto que tem 26 letras, o código do DNA utiliza apenas 4 letras : adenina ( A ) , timina, ( T ), guanina, ( G ), e citosina, ( C ). Como isso é possível ? Como que uma seqüência codificada é capaz de descrever o esboço de tantos singulares indivíduos, possivelmente escritos, com apenas 4 letras? É evidente que a capacidade de guardar e transportar informações da "biblioteca" de DNA deve ser enorme a fim de considerar todas as individualidades. E de fato o é, pois a capacidade que a molécula de DNA possui para guardar e transportar informação codificada, é na verdade enorme, visto que qualquer um dos 4 nucleotídeos podem ocupar qualquer posição ao longo da seqüência de DNA; uma seqüência de apenas 5 letras, pode formar 45 ( ex. 4x4x4x4x4 ), ou então, formar 1.024 palavras únicas. Uma cadeia de 10 nucleotídeos pode formar 410, ou então formar 1.048.567 palavras diferentes e assim por diante. Deste modo, a grande variedade de características herdadas que nós observamos nos organismos vivos, basicamente, derivam das diferenças individuais existentes nos nucleotídeos que ocorrem dentro da própria molécula de DNA.
DNA, GENES E CROMOSSOMOS
Cada traço genético individual é descrito precisamente em um dos muitos livros armazenados nas prateleiras da sua "biblioteca" de DNA. As prateleiras sobre as quais estes livros são colocados são chamadas de cromossomos. Os livros são chamados de genes, e servem como unidade básica de herança. Cada gene possui um conjunto específico de instruções para a produção de um determinado tipo de proteína. Isto é uma ação coletiva, ou uma inércia, destas incontáveis proteínas que determinam uma característica biológica observável no animal, ou seja, o fenótipo.
Normalmente cada animal herda dois pares completos de genes, um conjunto completo de cromossomos de cada um dos pais. Os cães, por exemplo, possuem 39 pares iguais de cromossomos ( 78 no total ), sobre os quais seus genes são conservados ou mantidos; 39 cromossomos são provenientes de um dos pais, e o par semelhante a este, com 39, é proveniente da mãe. Deste modo, para qualquer caracter genético, cada um dos pais contribuirá com uma versão do gene para aquele caracter. Essas versões de genes chamadas de alelos, podem ser idênticas ( por exemplo: os pais poderão contribuir com alelos para cabelos encaracolados) ou eles poderão ter alelos diferentes (por exemplo, um dos pais contribuirá com um alelo para cabelo encaracolado, e o outro contribuirá com alelo para cabelo liso ). Visto que metade da "biblioteca" de DNA provém de cada um dos dois pais, os alelos e os traços que eles produziram nos filhos são todos herdados destes dois pais. Esse sortimento único de alelos, coletados dos pais por parte dos filhos, é conhecido como o seu genótipo. Esse genótipo em combinação com fatores do meio ambiente, tais como nutrição e exposição à doenças ou produtos tóxicos, é o que determina o fenótipo dos filhos.
ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE GENÉTICA
Qualquer traço genético observável ou fenótipo, é afetado por 2 fatores geneticamente separados, mas intimamente relacionados: quantos genes são responsáveis pelo fenótipo e para cada um destes genes, quais são os alelos particulares ou versões de genes que este indivíduo possui?
Qualquer fenótipo provavelmente se origina das ações de um único gene ou ações coletivas de vários genes. Isto ocorre porque alguns traços resultam das ações de uma única proteína, enquanto que outros traços são produzidos por várias proteínas diferentes trabalhando ou agindo em conjunto. Por exemplo, a fibrose cística em seres humanos é causada pelos efeitos de um único gene; um alelo em particular, ou uma versão deste gene que produz um indivíduo normal, enquanto que um alelo alternativo produzirá a condição de enfermidade. Coloração na pele humana, por um outro lado, é determinada pela ação combinada de vários genes diferentes. Para complicar mais as coisas, a maioria dos genes (como os responsáveis por fibrose cística ) tem efeitos fenotípicos múltiplos. Considerando-se que uma determinada proteína é freqüentemente utilizada em muitos lugares diferentes no corpo, não é tão surpreendente que um simples gene possa ter ou produzir muitos efeitos diferentes na aparência e no comportamento.
O segundo fator genético envolvido na determinação de fenótipo, tem a ver com o fato de que cada animal possui duas versões de cada um dos seus genes. Esses alelos podem ser idênticos, ou eles podem ser diferentes. Se eles forem idênticos, nós dizemos que o animal é homozigoto para aquele gen. Se as versões são diferentes, nós dizemos que o animal é heterozigoto para aquele gene.
É óbvio que se dois alelos são idênticos, eles poderão apenas produzir o mesmo genótipo. Se um animal possui dois alelos brancos para o gene que determina a cor da pelagem , a cor da pelagem do cão será branca. Se o animal possui dois alelos " pretos " para este gene, a cor da pelagem do animal será preta. Mas o que acontecerá se o animal possuir um alelo "branco "e um "preto " para a cor de pelagem?
A resposta para esta pergunta dependerá de como os efeitos dos alelos individuais reagem entre si. Será que os efeitos dos alelos se combinam para dar um fenótipo intermediário?
Ao invés de se ter um animal de pelagem preta ou branca, você conseguirá um cão de pelagem cinza. Esta condição é conhecida como "dominância incompleta". Outra possibilidade provavelmente será a que alelos atuem separadamente; sendo assim, o animal terá pelagem preta e branca. Neste caso, diz-se que os alelos são co-dominantes. Finalmente, o efeito de um alelo provavelmente poderá ofuscar e mascarar o outro alelo e isto acontece até certo ponto que você nem mesmo saberá que o animal possui dois alelos diferentes. Este é o caso no qual, independente de o animal possuir ou não um alelo " branco", contanto que ele possua pelo menos um alelo " preto" , ele terá apenas pelagem preta.
O alelo "preto " mascara completamente a presença de qualquer alelo " branco " que possa existir. Este último exemplo é o caso de dominância simples. Aqui, o alelo "preto " será conhecido como o alelo dominante, e o alelo "branco" será chamado de alelo recessivo. Em casos de dominância, homozigotos recessivos (brancos/pretos) são facilmente identificados - aqui eles tem pelagem branca. Contudo, se o cão tem pelagem preta, você não pode afirmar apenas olhando para ele, que ele é homozigoto dominante (preto/branco ) ou heterozigoto (branco/preto) .
Por que isto é importante? É importante porque se você cruzar dois animais pretos heterozigotos, as chances são que 1 em 4 das crias serem brancas. Isto talvez não represente muita coisa para a sua raça, mas, e se o alelo recessivo causar uma debilidade seríssima ao invés de alguns pelos brancos?
E O QUE EU DEVO FAZER AGORA?
Hoje em dia, os criadores estão vivendo numa época muito excitante, pois avanços tecnológicos recentes utilizados em humanos, atualmente estão sendo aplicados no mundo animal. Por isso um sólido entendimento dos conceitos básicos de genética tornou-se vital para que o criador moderno tenha sucesso na sua criação.
Nós esperamos que a precedente discussão tenha fornecido dados para que você possa entender melhor alguns dos conceitos sobre genética.
Uma vez que você teve a oportunidade de absorver algumas das informações nesta segunda seção do guia, nós sugerimos que você retorne e explore a primeira seção, a fim de aprender o que a análise de DNA pode realmente fazer por você.
Qualquer dúvida ou informação adicional, entre em contato com nosso Departamento Técnico. Teremos imenso prazer em lhe auxiliar sempre que necessário.
. O DNA e seu Animal
. A Análise de DNA: Uma ferramenta poderosa para uma administração efetiva de linhagens de sangue.
Dr. Israel M. Bleich
Diretor Técnico do Laboratório
CEPAV - Tecnologia em Saúde Animal
R. Tanabí, 185 - São Paulo - SP BRASIL
CEP-05002-010 Fone/Fax (011) 3872-9553
e-mail: [email protected]
fonte
http://www.saudeanimal.com.br/cepav2.htm
Cientificamente a genética é o estudo da hereditariedade. Uma parte significante deste estudo tratará de que modo os traços biológicos são ou não são passados dos pais para os filhos através do processo reprodutivo.
Desde os primitivos dias da vida familiar, os rebanhos de animais reconheceram que existiam certos princípios básicos que governavam a hereditariedade. Embora levaria milhares de anos para se atingir o nosso atual estado de conhecimento, estes princípios básicos prematuramente conduziriam a idéia de reprodução seletiva. Bandos de animais descobririam que através de uma seleção cuidadosa dos animais que teriam a permissão para se reproduzirem, eles poderiam controlar a aparência específica dos traços físicos e comportamentais dos seus animais.
A genética percorreu um longo caminho desde aquela época. Agora nós sabemos que as instruções para todos os traços físicos e comportamentais são herdadas por cada indivíduo em suas únicas e próprias versões de um código químico: o DNA.
O QUE É O DNA ?
O ácido desoxirribunucleíco ( DNA ) é a identidade genética permanente, ou seja, é a "biblioteca" de referência que determina todo o traço hereditário de um organismo vivo. Com exceção de irmãos gêmeos idênticos, cada indivíduo tem o seu próprio e único código de DNA. Irmãos, irmãs, pais e filhos, possuem códigos semelhantes, mas não são os mesmos. Até mesmo as mais rígidas práticas de procriação sangüínea produzem diferenças genéticas singulares e inexplicáveis nos filhos. Além disso, cada célula, do corpo do animal, contém pelo menos uma cópia desta "biblioteca".
Uma "biblioteca" de referência de DNA não é tão diferente de uma biblioteca de livros. Da mesma maneira que uma informação nas bibliotecas é armazenada em uma seqüência de letras que formam palavras e livros, a informação na "biblioteca" de DNA é armazenada em uma seqüência de letras químicas, que chamamos de nucleotídeos. Estes nucleotídeos também formam palavras e livros ( ex. genes e "códon" ). Então, quando nós dizemos que cada animal ( ou pessoa ) tem o seu próprio e singular DNA, o que nós realmente estamos queremos dizer, é que cada indivíduo tem a sua própria e singular seqüência de nucleotídeos.
Em contraste com o alfabeto que tem 26 letras, o código do DNA utiliza apenas 4 letras : adenina ( A ) , timina, ( T ), guanina, ( G ), e citosina, ( C ). Como isso é possível ? Como que uma seqüência codificada é capaz de descrever o esboço de tantos singulares indivíduos, possivelmente escritos, com apenas 4 letras? É evidente que a capacidade de guardar e transportar informações da "biblioteca" de DNA deve ser enorme a fim de considerar todas as individualidades. E de fato o é, pois a capacidade que a molécula de DNA possui para guardar e transportar informação codificada, é na verdade enorme, visto que qualquer um dos 4 nucleotídeos podem ocupar qualquer posição ao longo da seqüência de DNA; uma seqüência de apenas 5 letras, pode formar 45 ( ex. 4x4x4x4x4 ), ou então, formar 1.024 palavras únicas. Uma cadeia de 10 nucleotídeos pode formar 410, ou então formar 1.048.567 palavras diferentes e assim por diante. Deste modo, a grande variedade de características herdadas que nós observamos nos organismos vivos, basicamente, derivam das diferenças individuais existentes nos nucleotídeos que ocorrem dentro da própria molécula de DNA.
DNA, GENES E CROMOSSOMOS
Cada traço genético individual é descrito precisamente em um dos muitos livros armazenados nas prateleiras da sua "biblioteca" de DNA. As prateleiras sobre as quais estes livros são colocados são chamadas de cromossomos. Os livros são chamados de genes, e servem como unidade básica de herança. Cada gene possui um conjunto específico de instruções para a produção de um determinado tipo de proteína. Isto é uma ação coletiva, ou uma inércia, destas incontáveis proteínas que determinam uma característica biológica observável no animal, ou seja, o fenótipo.
Normalmente cada animal herda dois pares completos de genes, um conjunto completo de cromossomos de cada um dos pais. Os cães, por exemplo, possuem 39 pares iguais de cromossomos ( 78 no total ), sobre os quais seus genes são conservados ou mantidos; 39 cromossomos são provenientes de um dos pais, e o par semelhante a este, com 39, é proveniente da mãe. Deste modo, para qualquer caracter genético, cada um dos pais contribuirá com uma versão do gene para aquele caracter. Essas versões de genes chamadas de alelos, podem ser idênticas ( por exemplo: os pais poderão contribuir com alelos para cabelos encaracolados) ou eles poderão ter alelos diferentes (por exemplo, um dos pais contribuirá com um alelo para cabelo encaracolado, e o outro contribuirá com alelo para cabelo liso ). Visto que metade da "biblioteca" de DNA provém de cada um dos dois pais, os alelos e os traços que eles produziram nos filhos são todos herdados destes dois pais. Esse sortimento único de alelos, coletados dos pais por parte dos filhos, é conhecido como o seu genótipo. Esse genótipo em combinação com fatores do meio ambiente, tais como nutrição e exposição à doenças ou produtos tóxicos, é o que determina o fenótipo dos filhos.
ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE GENÉTICA
Qualquer traço genético observável ou fenótipo, é afetado por 2 fatores geneticamente separados, mas intimamente relacionados: quantos genes são responsáveis pelo fenótipo e para cada um destes genes, quais são os alelos particulares ou versões de genes que este indivíduo possui?
Qualquer fenótipo provavelmente se origina das ações de um único gene ou ações coletivas de vários genes. Isto ocorre porque alguns traços resultam das ações de uma única proteína, enquanto que outros traços são produzidos por várias proteínas diferentes trabalhando ou agindo em conjunto. Por exemplo, a fibrose cística em seres humanos é causada pelos efeitos de um único gene; um alelo em particular, ou uma versão deste gene que produz um indivíduo normal, enquanto que um alelo alternativo produzirá a condição de enfermidade. Coloração na pele humana, por um outro lado, é determinada pela ação combinada de vários genes diferentes. Para complicar mais as coisas, a maioria dos genes (como os responsáveis por fibrose cística ) tem efeitos fenotípicos múltiplos. Considerando-se que uma determinada proteína é freqüentemente utilizada em muitos lugares diferentes no corpo, não é tão surpreendente que um simples gene possa ter ou produzir muitos efeitos diferentes na aparência e no comportamento.
O segundo fator genético envolvido na determinação de fenótipo, tem a ver com o fato de que cada animal possui duas versões de cada um dos seus genes. Esses alelos podem ser idênticos, ou eles podem ser diferentes. Se eles forem idênticos, nós dizemos que o animal é homozigoto para aquele gen. Se as versões são diferentes, nós dizemos que o animal é heterozigoto para aquele gene.
É óbvio que se dois alelos são idênticos, eles poderão apenas produzir o mesmo genótipo. Se um animal possui dois alelos brancos para o gene que determina a cor da pelagem , a cor da pelagem do cão será branca. Se o animal possui dois alelos " pretos " para este gene, a cor da pelagem do animal será preta. Mas o que acontecerá se o animal possuir um alelo "branco "e um "preto " para a cor de pelagem?
A resposta para esta pergunta dependerá de como os efeitos dos alelos individuais reagem entre si. Será que os efeitos dos alelos se combinam para dar um fenótipo intermediário?
Ao invés de se ter um animal de pelagem preta ou branca, você conseguirá um cão de pelagem cinza. Esta condição é conhecida como "dominância incompleta". Outra possibilidade provavelmente será a que alelos atuem separadamente; sendo assim, o animal terá pelagem preta e branca. Neste caso, diz-se que os alelos são co-dominantes. Finalmente, o efeito de um alelo provavelmente poderá ofuscar e mascarar o outro alelo e isto acontece até certo ponto que você nem mesmo saberá que o animal possui dois alelos diferentes. Este é o caso no qual, independente de o animal possuir ou não um alelo " branco", contanto que ele possua pelo menos um alelo " preto" , ele terá apenas pelagem preta.
O alelo "preto " mascara completamente a presença de qualquer alelo " branco " que possa existir. Este último exemplo é o caso de dominância simples. Aqui, o alelo "preto " será conhecido como o alelo dominante, e o alelo "branco" será chamado de alelo recessivo. Em casos de dominância, homozigotos recessivos (brancos/pretos) são facilmente identificados - aqui eles tem pelagem branca. Contudo, se o cão tem pelagem preta, você não pode afirmar apenas olhando para ele, que ele é homozigoto dominante (preto/branco ) ou heterozigoto (branco/preto) .
Por que isto é importante? É importante porque se você cruzar dois animais pretos heterozigotos, as chances são que 1 em 4 das crias serem brancas. Isto talvez não represente muita coisa para a sua raça, mas, e se o alelo recessivo causar uma debilidade seríssima ao invés de alguns pelos brancos?
E O QUE EU DEVO FAZER AGORA?
Hoje em dia, os criadores estão vivendo numa época muito excitante, pois avanços tecnológicos recentes utilizados em humanos, atualmente estão sendo aplicados no mundo animal. Por isso um sólido entendimento dos conceitos básicos de genética tornou-se vital para que o criador moderno tenha sucesso na sua criação.
Nós esperamos que a precedente discussão tenha fornecido dados para que você possa entender melhor alguns dos conceitos sobre genética.
Uma vez que você teve a oportunidade de absorver algumas das informações nesta segunda seção do guia, nós sugerimos que você retorne e explore a primeira seção, a fim de aprender o que a análise de DNA pode realmente fazer por você.
Qualquer dúvida ou informação adicional, entre em contato com nosso Departamento Técnico. Teremos imenso prazer em lhe auxiliar sempre que necessário.
. O DNA e seu Animal
. A Análise de DNA: Uma ferramenta poderosa para uma administração efetiva de linhagens de sangue.
Dr. Israel M. Bleich
Diretor Técnico do Laboratório
CEPAV - Tecnologia em Saúde Animal
R. Tanabí, 185 - São Paulo - SP BRASIL
CEP-05002-010 Fone/Fax (011) 3872-9553
e-mail: [email protected]
fonte
http://www.saudeanimal.com.br/cepav2.htm
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rasteirinho
- Membro Júnior
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- Registado: sexta out 07, 2005 10:26 pm
Dwarfism - patas curtas no labrador
http://www.blacklab.com.br/clipping170.htm
Genética básica - Hereditáriedade de disturbios nos Olhos .
A maioria das heranças geneticas oculares são transmitidas por um cromossomo autosomal (auto pruduzido) por genes recessivos.
O Genótipo de um animal representa sua maquilagem de genéticas relativo para uma determinada característica, ou seja:: normal, portador ou afetado.
O fenótipo representa a maquilagem física relativo para aquela característica, ou seja: normal ou afetado.
Um animal com um fenótipo normal, pode ser geneticamente normal, ou pode ser um portador. Em certas doenças onde o inicio da mesma não é notável ainda em vida, o animal pode ter um fenótipo normal antes do inicio da doença, mas é geneticamente afetado.
ler mais (com tabelas)
http://www.geocities.com/Heartland/Esta ... olhos.html
Problemas de Saúde que afetam os Shelties
http://www.socialdogs.homestead.com/doenca.html
A herança das cores no Cocker
Autor: © Tord Lundborg,Canil Line Sam Suécia1999
Alguns genes são considerados de caráter dominante. Se um cão tem um gene dominante este sobresairá.
Outros genes são recessivos. Para que este gene recessivo apareça, não pode haver um gene dominante escondendo-o. Genes dominantes são indicados com letras maiúsculas e genes recessivos com minúsculas.
leitura completa
http://web.telia.com/~u33200262/patricia.htm
A Seleção da Raça. (bulldog)
http://www.bulldogclubdobrasil.com/engl ... codigo=218
Noções basicas de genetica
http://avilandia.planetaclix.pt/Portugu ... netica.htm
Definition
http://www.brooklyn.cuny.edu/bc/ahp/Bio ... ition.html
http://www.brooklyn.cuny.edu/bc/ahp/Bio ... no.HP.html
http://genetica.no.sapo.pt/
http://evunix.uevora.pt/~fcs/SPGenetica.htm
penso que estes textos e links devem tirar certas duvidas a alguns sobre genetica
http://www.blacklab.com.br/clipping170.htm
Genética básica - Hereditáriedade de disturbios nos Olhos .
A maioria das heranças geneticas oculares são transmitidas por um cromossomo autosomal (auto pruduzido) por genes recessivos.
O Genótipo de um animal representa sua maquilagem de genéticas relativo para uma determinada característica, ou seja:: normal, portador ou afetado.
O fenótipo representa a maquilagem física relativo para aquela característica, ou seja: normal ou afetado.
Um animal com um fenótipo normal, pode ser geneticamente normal, ou pode ser um portador. Em certas doenças onde o inicio da mesma não é notável ainda em vida, o animal pode ter um fenótipo normal antes do inicio da doença, mas é geneticamente afetado.
ler mais (com tabelas)
http://www.geocities.com/Heartland/Esta ... olhos.html
Problemas de Saúde que afetam os Shelties
http://www.socialdogs.homestead.com/doenca.html
A herança das cores no Cocker
Autor: © Tord Lundborg,Canil Line Sam Suécia1999
Alguns genes são considerados de caráter dominante. Se um cão tem um gene dominante este sobresairá.
Outros genes são recessivos. Para que este gene recessivo apareça, não pode haver um gene dominante escondendo-o. Genes dominantes são indicados com letras maiúsculas e genes recessivos com minúsculas.
leitura completa
http://web.telia.com/~u33200262/patricia.htm
A Seleção da Raça. (bulldog)
http://www.bulldogclubdobrasil.com/engl ... codigo=218
Noções basicas de genetica
http://avilandia.planetaclix.pt/Portugu ... netica.htm
Definition
http://www.brooklyn.cuny.edu/bc/ahp/Bio ... ition.html
http://www.brooklyn.cuny.edu/bc/ahp/Bio ... no.HP.html
http://genetica.no.sapo.pt/
http://evunix.uevora.pt/~fcs/SPGenetica.htm
penso que estes textos e links devem tirar certas duvidas a alguns sobre genetica
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JoanaElectra
- Membro Veterano
- Mensagens: 1861
- Registado: quarta abr 13, 2005 2:39 pm
- Localização: Dobermann e Serra D`Aires (in memoria)
- Contacto:
Oi.
Não sou "expert" no assunto, mas tenho ouvido dizer, no que diz respeito aos Dobers, que o "inbreeding" é capaz de ser muito proveitoso. No que diz respeito a esta raça, o cruzamento entre cães da mesma família até é bastante bem visto!
Quanto à "violência", concordo com a Nanci. Felizmente, nunca tive de fazer nada do género ao Boris, mas que ele já levou umas boas "trancadas" já, e tem resultado (eles têm que entender qual é o seu lugar!)! Penso que isso é muito necessário, especialmente em certas raças..." de pequenino se torce o pepino", como costumam dizer. O Boris nunca foi agressivo, até é muito dócil, mas lá se tenta impôr, de vez em quando...é normal, está a medir forças, a testar, e se uma pessoa for demasiado branda pode vir a ter problemas no futuro. Como disse, há certas raças que têm mais tendência a medir forças e a impôr-se que outras. Daí também se costumar dizer que raça "X" não é aconselhável para alqguém inexperiente com cães...
Joana Andersen
Não sou "expert" no assunto, mas tenho ouvido dizer, no que diz respeito aos Dobers, que o "inbreeding" é capaz de ser muito proveitoso. No que diz respeito a esta raça, o cruzamento entre cães da mesma família até é bastante bem visto!
Quanto à "violência", concordo com a Nanci. Felizmente, nunca tive de fazer nada do género ao Boris, mas que ele já levou umas boas "trancadas" já, e tem resultado (eles têm que entender qual é o seu lugar!)! Penso que isso é muito necessário, especialmente em certas raças..." de pequenino se torce o pepino", como costumam dizer. O Boris nunca foi agressivo, até é muito dócil, mas lá se tenta impôr, de vez em quando...é normal, está a medir forças, a testar, e se uma pessoa for demasiado branda pode vir a ter problemas no futuro. Como disse, há certas raças que têm mais tendência a medir forças e a impôr-se que outras. Daí também se costumar dizer que raça "X" não é aconselhável para alqguém inexperiente com cães...
Joana Andersen
J.A.
"There are other fine dogs, then there are Dobermanns - the dog of dogs" Frank Grover
"There are other fine dogs, then there are Dobermanns - the dog of dogs" Frank Grover
Falando só do cão em questão e se os donos vivem numa terreola a milhas de um treinador e se gostam tanto do cão o que podem fazer é tentar falar com um veterinário que perceba de Comportamento Animal e pedir-lhe uns conselhos.
(Creio que um forista falou da Dra. Ilda da FMV e eu tenho alguns amigos que já obtiveram bons resultados com ela.)
Por vezes para corrigir problemas num animal é necessario medicá-lo temporariamente e isso só um veterinario pode fazer.
Tentarem levar o cão a um vet (por mt longe que seja e nem que tenham de lhe dar um tranquilizante para ele entrar no carro) também seria uma boa ideia para ver se o cão está ok fisicamente.
Penso que a violência fisisica só deve ser utilizada quando tudo o resto falha (e mesmo assim com moderação) e julgo que com o cão em questão ainda deve haver muito a tentar pelos donos.
Cumprimentos
Suri
(Creio que um forista falou da Dra. Ilda da FMV e eu tenho alguns amigos que já obtiveram bons resultados com ela.)
Por vezes para corrigir problemas num animal é necessario medicá-lo temporariamente e isso só um veterinario pode fazer.
Tentarem levar o cão a um vet (por mt longe que seja e nem que tenham de lhe dar um tranquilizante para ele entrar no carro) também seria uma boa ideia para ver se o cão está ok fisicamente.
Penso que a violência fisisica só deve ser utilizada quando tudo o resto falha (e mesmo assim com moderação) e julgo que com o cão em questão ainda deve haver muito a tentar pelos donos.
Cumprimentos
Suri
Olá! Boa tarde a todos!
Este assunto do inbreeding e do outbreeding é-me bastante familiar e na verdade considero-o bastante interessante. Não do ponto de vista de criador de uma raça em particular (que não sou), mas dada a minha formação e conhecimentos de genética de populações.
Tal como já foi bastante bem explicado aqui, o inbreeding significa acasalamento entre indivíduos com um grau de parentesco próximo (pais - filhos, entre irmãos, tios-sobrinhos, avós-netos, etc.... O cruzamento entre primos em primeiro grau também é considerado inbreeding). A principal consequência (positiva ou negativa, depende do que se pretende focar) do inbreeding é que a frequência de indivíduos heterozigóticos (indivíduos, em princípio, com uma diversidade genética maior) é menor do que quando os cruzamentos são aleatórios (quando são aleatórios, a probabilidade de haver inbreeding é menor). Trocando por miúdos, quanto mais cruzamentos entre parentes, menor diversidade genética.
Isto é bastante visível em vários seres vivos, principalmente em plantas que praticam a auto-fertilização de uma forma contínua. Neste caso extremo de inbreeding, a consanguinidade é já tão intensa e os organismos são já tão altamente homozigóticos (baixa diversidade genética), que cruzamentos consanguíneos adicionais têm virtualmente nenhum efeito. Contudo, na maior parte das espécies, o inbreeding é pernicioso e muito desse efeito negativo deve-se à fixação de alelos (diferentes formas do mesmo gene) raros recessivos, que de outra forma não se tornariam homozigóticos, portanto não se exprimindo nunca. Alguém disse aqui que o inbreeding tem como vantagem "esconder" genes recessivos, mas é precisamente o oposto que acontece. O inbreeding acentua a fixação na população de genes recessivos e a sua consequente expressão. Ora, se estes alelos (ou genes) recessivos expressam doenças congénitas e hereditárias que põem em risco a adaptabilidade ao meio ambiente e consequentemente a sobrevivência de um indivíduo proveniente de um cruzamento consanguíneo, isto torna o inbreeding um acontecimento com um risco maior que qualquer benefício, e evitável a qualquer custo. Por esta razão, na Natureza, o inbreeding é bastante raro e existem meia dúzia de exemplos de espécies que praticam o inbreeding que confirmam a sua raridade.
Claro que no que diz respeito às espécies domésticas de animais e plantas, muitos dos seres vivos que hoje estamos habituados a ter em casa devem determinadas características que nos beneficiam à consanguinidade. Se o ser humano nunca tivesse interferido e nunca tivesse utilizado o cruzamento entre indivíduos com parentesco próximo, nunca existiriam hoje tantas variedades de couve (a couve normal, as couves de Bruxelas, os bróculos, a couve-flor, a couve-rábano e a couve-galega provêm todas de uma espécie selvagem de planta da mostarda), vacas leiteiras ou tantas raças de cães e gatos. Mas isto não invalida o cuidado que se tem que ter ao promover cruzamentos consanguíneos, pois os resultados, quando maus, são mesmo muito maus!
Entre os seres humanos, o cruzamento consaguíneo entre parentes bastante próximos é muito incomum devido às convenções sociais, que o desaprovam terminantemente (há quem diga que, as regras sociais que proíbiram desde sempre o inbreeding entre pessoas, muito antes de se saber a biologia por detrás disso, inconscientemente apenas seguiam "regras biológicas" seguidas pela maior parte das populações de seres vivos que existem no planeta). No caso humano, o tipo de cruzamento consanguíneo que mais se encontra é entre primos direitos, principalmente em populações isoladas, como grupos aborígenes e comunidades religiosas (a título de brincadeira, eu costumo dizer que a população madeirense sofre de muito inbreeding
). Nestes grupos e comunidades em que a consanguinidade é forte, é normal existir uma condição patológica congénita ou genética prevalecente, devido a essa mesma consanguinidade. A título de exemplo, a maior parte dos casos em que primos direitos tentam ter filhos, a probabilidade de aborto espontâneo é bastante maior do que entre duas pessoas sem qualquer relacionamento familiar.
Bom, desculpem ter sido tão exaustiva, mas sendo este um assunto que tem uma tendência anormal para gerar polémica (principalmente no que diz respeito na ponderação dos benefícios e das desvantagens para os criadores de cães, gatos e outros seres vivos domésticos) e ser mal entendido, eu senti que deveria dar o meu contributo.
Como conclusão ao meu racionío e à mensagem que tento transmitir, o inbreeding é normalmente (esta é a palavra-chave no meio de tudo isto!) prejudicial para a descendência em particular e para a população em geral e regra geral os híbridos apresentam caracteres mais saudáveis, pois são mais diversos geneticamente e nestes sim, um mau alelo recessivo é "mascarado" por um bom alelo dominante que se exprime sempre, sem desvantagem para o ser vivo (é o tal "vigor dos híbridos" ou "heterose" - termo técnico).
Ora, saber quando utilizar cruzamentos consanguíneos ou entre animais sem parentesco talvez seja a diferença entre um bom criador de cães ou gatos e aquilo que vocês tão bem denominam de "criadeiros". É claro que este último tão pouco se importará com a faceta negativa do inbreeding e os problemas que daí poderão advir. Trata-se portanto de uma "arma" poderosa, mas que a não ser usada com discernimento, pode ter consequências muito graves para os animais assim conseguidos.
Quanto, à possibilidade de a agressividade ser proveniente da consanguinidade do animal, penso que não é de excluir essa hipótese. Apesar de não existirem provas científicas disso, não significa que seja possível. Apesar de tudo, julgo que essa agressividada mais depressa será proveniente do conjunto "inato+experiência". O animal pode ter uma propensão natural para a agressividade (inato) que não foi devidamente ajustada e restringida pelos donos (experiência). Logo, sou de acordo de que uma atitude menos permissiva e mais rígida e disciplinada podem exactamente ser o que faz falta para mostrar a este animal quem é que manda. Todos nós sofremos castigos quando nos portávamos mal em crianças e não é por isso que nos tornamos pessoas mentalmente instáveis enquanto adultos.
Espero que não entendam isto como presunção.
Fiquem bem,
Licínia
Este assunto do inbreeding e do outbreeding é-me bastante familiar e na verdade considero-o bastante interessante. Não do ponto de vista de criador de uma raça em particular (que não sou), mas dada a minha formação e conhecimentos de genética de populações.
Tal como já foi bastante bem explicado aqui, o inbreeding significa acasalamento entre indivíduos com um grau de parentesco próximo (pais - filhos, entre irmãos, tios-sobrinhos, avós-netos, etc.... O cruzamento entre primos em primeiro grau também é considerado inbreeding). A principal consequência (positiva ou negativa, depende do que se pretende focar) do inbreeding é que a frequência de indivíduos heterozigóticos (indivíduos, em princípio, com uma diversidade genética maior) é menor do que quando os cruzamentos são aleatórios (quando são aleatórios, a probabilidade de haver inbreeding é menor). Trocando por miúdos, quanto mais cruzamentos entre parentes, menor diversidade genética.
Isto é bastante visível em vários seres vivos, principalmente em plantas que praticam a auto-fertilização de uma forma contínua. Neste caso extremo de inbreeding, a consanguinidade é já tão intensa e os organismos são já tão altamente homozigóticos (baixa diversidade genética), que cruzamentos consanguíneos adicionais têm virtualmente nenhum efeito. Contudo, na maior parte das espécies, o inbreeding é pernicioso e muito desse efeito negativo deve-se à fixação de alelos (diferentes formas do mesmo gene) raros recessivos, que de outra forma não se tornariam homozigóticos, portanto não se exprimindo nunca. Alguém disse aqui que o inbreeding tem como vantagem "esconder" genes recessivos, mas é precisamente o oposto que acontece. O inbreeding acentua a fixação na população de genes recessivos e a sua consequente expressão. Ora, se estes alelos (ou genes) recessivos expressam doenças congénitas e hereditárias que põem em risco a adaptabilidade ao meio ambiente e consequentemente a sobrevivência de um indivíduo proveniente de um cruzamento consanguíneo, isto torna o inbreeding um acontecimento com um risco maior que qualquer benefício, e evitável a qualquer custo. Por esta razão, na Natureza, o inbreeding é bastante raro e existem meia dúzia de exemplos de espécies que praticam o inbreeding que confirmam a sua raridade.
Claro que no que diz respeito às espécies domésticas de animais e plantas, muitos dos seres vivos que hoje estamos habituados a ter em casa devem determinadas características que nos beneficiam à consanguinidade. Se o ser humano nunca tivesse interferido e nunca tivesse utilizado o cruzamento entre indivíduos com parentesco próximo, nunca existiriam hoje tantas variedades de couve (a couve normal, as couves de Bruxelas, os bróculos, a couve-flor, a couve-rábano e a couve-galega provêm todas de uma espécie selvagem de planta da mostarda), vacas leiteiras ou tantas raças de cães e gatos. Mas isto não invalida o cuidado que se tem que ter ao promover cruzamentos consanguíneos, pois os resultados, quando maus, são mesmo muito maus!
Entre os seres humanos, o cruzamento consaguíneo entre parentes bastante próximos é muito incomum devido às convenções sociais, que o desaprovam terminantemente (há quem diga que, as regras sociais que proíbiram desde sempre o inbreeding entre pessoas, muito antes de se saber a biologia por detrás disso, inconscientemente apenas seguiam "regras biológicas" seguidas pela maior parte das populações de seres vivos que existem no planeta). No caso humano, o tipo de cruzamento consanguíneo que mais se encontra é entre primos direitos, principalmente em populações isoladas, como grupos aborígenes e comunidades religiosas (a título de brincadeira, eu costumo dizer que a população madeirense sofre de muito inbreeding
Bom, desculpem ter sido tão exaustiva, mas sendo este um assunto que tem uma tendência anormal para gerar polémica (principalmente no que diz respeito na ponderação dos benefícios e das desvantagens para os criadores de cães, gatos e outros seres vivos domésticos) e ser mal entendido, eu senti que deveria dar o meu contributo.
Como conclusão ao meu racionío e à mensagem que tento transmitir, o inbreeding é normalmente (esta é a palavra-chave no meio de tudo isto!) prejudicial para a descendência em particular e para a população em geral e regra geral os híbridos apresentam caracteres mais saudáveis, pois são mais diversos geneticamente e nestes sim, um mau alelo recessivo é "mascarado" por um bom alelo dominante que se exprime sempre, sem desvantagem para o ser vivo (é o tal "vigor dos híbridos" ou "heterose" - termo técnico).
Ora, saber quando utilizar cruzamentos consanguíneos ou entre animais sem parentesco talvez seja a diferença entre um bom criador de cães ou gatos e aquilo que vocês tão bem denominam de "criadeiros". É claro que este último tão pouco se importará com a faceta negativa do inbreeding e os problemas que daí poderão advir. Trata-se portanto de uma "arma" poderosa, mas que a não ser usada com discernimento, pode ter consequências muito graves para os animais assim conseguidos.
Quanto, à possibilidade de a agressividade ser proveniente da consanguinidade do animal, penso que não é de excluir essa hipótese. Apesar de não existirem provas científicas disso, não significa que seja possível. Apesar de tudo, julgo que essa agressividada mais depressa será proveniente do conjunto "inato+experiência". O animal pode ter uma propensão natural para a agressividade (inato) que não foi devidamente ajustada e restringida pelos donos (experiência). Logo, sou de acordo de que uma atitude menos permissiva e mais rígida e disciplinada podem exactamente ser o que faz falta para mostrar a este animal quem é que manda. Todos nós sofremos castigos quando nos portávamos mal em crianças e não é por isso que nos tornamos pessoas mentalmente instáveis enquanto adultos.
Espero que não entendam isto como presunção.
Fiquem bem,
Licínia
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Good friend Vs true friend: A good friend will come bail you out of jail....But a true friend will be sitting next to you saying "... WE screwed up! BUT WASN'T IT FUN!!!
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leonildecarvalho
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- Registado: segunda dez 16, 2002 1:46 am
- Localização: Abul-Fadl Nadr al-Hamdani
Não li todo o tópico, contudo a avaliar a frase citada....parece-me que temos mais um desvio de comportamento que qualquer outra situação...Boas a todos!
Quero apenas fazer um correcção no que respeita aos ataques. O cão atacou a dona e a mãe do dono (que, por sinal, convive com o cão desde pequeno), mas o rapaz e o pai dele nunca foram atacados.
Ele atacou SÓ mulheres! O que pode significar ter aversão a elas, quiçá por algum trauma... que pode ter a ver com o tempo em que esteve nos criadores?
Leo
<p>Desejo a mesma sorte, que a triste sorte dos animais que nao sejam ajudados por quem nao deixa que se os ajude. Autor desconhecido</p>
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<p>Regurgito nas postas de pescada dos arrotadores. Autor desconhecido</p>
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<p>Regurgito nas postas de pescada dos arrotadores. Autor desconhecido</p>
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