Boa Tarde!
Tomei conhecimento desta situação infeliz.
Olá
Eu sou o Scot, um lindo cãozinho que em tempos foi amado e desejado.
Mas os tempos de pertencer a uma família passaram, cresci demais ou algo
assim e fui abandonado. Após vaguear durante várias horas fui parar a um
sítio que se chama 2ª circular. Os carros eram muitos e a azáfama de toda
aquela gente confundiu-me. O inevitável aconteceu e acabei por levar a
primeira pancada. A partir daí, os atropelos foram sucessivos e a minha
memória parou...
Quando a minha consciência voltou, encontrava-me num sítio escuro e
desagradável. O latido dos outros cães trouxe-me lentamente de volta à
vida, embora me parecesse que ainda continuava no meio de um pesadelo.
Contaram-me depois o que se tinha passado. O último carro a atropelar-me
parou e um rapaz ficou abraçado a mim no meio da estrada, sem saber o que
me fazer. Ligou para a prima, amiga destas andanças dos animais, que por
sua vez lançou um sos a várias pessoas. O conselho que lhe deram é que não
foi o melhor. Resumindo, chamaram o canil, onde vim parar.
Dada a descrição do meu estado, muitas pessoas acharam logo que eu teria
sido eutanasiado à entrada. Mas como a lei portuguesa tem destas coisas,
eu só o poderia ser se passados 8 dias ninguém me reclamasse.
Fizeram-me um curativo à pata, que mais valia nem terem feito. Como estava
muito apertado, a pata começou a gangrenar...
Entretanto, no exterior, uma multidão começou a agitar-se, ao saber que eu
ainda estava com vida, dentro do canil. Após vários apelos, fui retirado
de lá e segui de imediato para um hospital onde fiquei internado. Tudo
isto foi possível, porque supostamente eu já teria um dono, o tal rapaz
que tanto chorou por mim na tal malfadada estrada.
No hospital, lutei e lutaram pela minha vida. Os médicos foram incansáveis
e a minha resistência foi posta à prova dia após dia.
A pata já não tinha salvação, teve de ser amputada. Da minha virilha à
barriga ia um buraco, tipo cratera. Estava em muito mau estado. O cheiro a
podre era insuportável e por muitas vezes temeu-se o pior. Mas eu não
tinha ido até ali para desistir com facilidade. Contra todas as
expectativas lutei contra as bactérias e micróbios que se tinham instalado
dentro do meu corpo, que à partida eram imunes a todos os antibióticos
conhecidos. Com todas as forças do meu ser lutei e venci. As imagens que
vêem são chocantes para muitos, mas em nada se comparam ao estado em que
eu aqui cheguei.
O mais triste desta história é que nem depois de todo este sofrimento
tenho direito a algum tipo de felicidade. O tal dono, que até ontem
garantiu sempre que iria ficar comigo, desistiu de mim. Eu, que me agarrei
com todas as foças à vida, estou novamente desamparado.
No hospital são da opinao que a minha recuperação seria a partir de agora
muito mais fácil se eu estivesse na companhia de uma família...Mas quem é
que vai querer um cãozinho neste estado?
Choro muito e estou muito triste. Preciso de miminhos e de atenção que me
ajudem a esquecer todo o terror que passei...
Adoptem-me e dêem-me a felicidade que nunca conheci...
96 796 17 32
93 673 98 81
Ah, as minhas amigas também precisam de ajuda para pagar a minha conta que
neste momento já vai em 1.100 EUR. Se puderem contribuir, por favor, enviem
um cheque à ordem de HVC (Hospital Vetrinário Central)
para SOSAnimal, A/C Rita Sobreira
Apartado 8105
1802-001 Lisboa
Podem confirmar a minha situação ligando para o HVC 21 297 77 20.
Obrigada a todos e um feliz e santo Natal.
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