Ola a todos!
é a primeira vez que participo neste fórum infelizmente por um mau motivo,tenho um cao com cerca de 9 anos,boxer, que ultimamente tem uivado bastante especialmente quando saímos de casa ou quando ele sente que está quase na hora de chegarmos..
Infelizmente já tivemos queixas dos vizinhos situaçao que tentámos resolver pondo uma daquelas coleiras que produzem um efeito sonoro sempre que ele ladra/uiva, já lhe deixamos roupa nossa,brinquedos,biscoitos sei lá...já nao sabemos mais que inventar...
Preciso mesmo de ajuda o mais rapido possivel porque já me comecam a faltar ideias e tenho vizinhos daqueles que nós amantes dos animais bem conhecemos ;(
URGENTE-AJUDA o meu cão uiva muito..
Moderador: mcerqueira
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jclarinos
- Membro Veterano
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- Registado: segunda fev 11, 2008 6:29 pm
- Localização: Uma cadela e uma gata
Isso é ansiedade por separação, basicamente ele faz isso, porque pensa que manda em si. O cão como pensa que é o lider, para ele não faz sentido sairem ser ele, aliás ele é que deveria sair á frente para liderar a matilha(isto na cabeça dele) o que sugeria que fizessem era mostrar quem é o lider. Não lhe devia deixar biscoitos, assim ele pensa que como é o lider, pode comer ás horas que quiser, aquilo que quiser e não quando o dono o permite, isso devia-se aplicar também na comida. Deixa sempre comida á disposição? Estas pequenas coisas parece que são ridiculas, mas contam muito, pois basta um pequeno desleixe e ele vai aproveitar a situação para voltar a reinar. Há muitos livros bons que explicam como lidar com estas e outras situações.
Obrigado pela sua ajuda jclarinos
Nas nossas pesquisas já tinhamos pensado que fosse esse o problema,ansiedade de separação, mas em alguns livros que lemos nao houve nenhum que aprofunda-se este tema , deram as tais dicas dos bonecos,peças de roupa..
Houve até um livro que falou em recorrer a medicação para controlar aquela ansiedade que o bicho sente..
Só me resta ter que voltar ao veterinário mais uma vez e expor-lhe que a situação complicou devido ao facto de já haver queixas dos vizinhos ;(
Mais uma vez obrigado
Nas nossas pesquisas já tinhamos pensado que fosse esse o problema,ansiedade de separação, mas em alguns livros que lemos nao houve nenhum que aprofunda-se este tema , deram as tais dicas dos bonecos,peças de roupa..
Houve até um livro que falou em recorrer a medicação para controlar aquela ansiedade que o bicho sente..
Só me resta ter que voltar ao veterinário mais uma vez e expor-lhe que a situação complicou devido ao facto de já haver queixas dos vizinhos ;(
Mais uma vez obrigado
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jclarinos
- Membro Veterano
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- Registado: segunda fev 11, 2008 6:29 pm
- Localização: Uma cadela e uma gata
Há um livro da Jen Fennel- "Encantadora de cães", e outro de Cesar millan- "A paixão de César". Para mim são os que gostei mais e mais me ajudaram. A jen fennel explica como lidar com essa situação duma maneira muito fácil de perceber. Claro que depois cada um tem a sua opinião, mas eu sempre gostei muito dos métodos dela.
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NinaChampa
- Membro
- Mensagens: 84
- Registado: quarta jul 30, 2008 9:42 am
A ansiedade pode contribuir para a energia hiperactiva. Na natureza, a ansiedade não é frequente. O medo sim, mas não a ansiedade. É apenas quando trazemos animais para a nossa casa ou os metemos em gaiolas que lhes criamos esse sentimento. A ansiedade pode tornar-se ansiedade de separação, como se observava na cadela de Oprah, Sophie, que ladrava, uivava e gania a cada vez que a dona a deixava só. É normal que os cães não gostem de se separar do dono. É por instinto que se sentem tristes ou preocupados se a matilha se romper, ainda que esta seja apenas o dono e ele. E além disso não é natural para um cão ficar fechado em casa um dia inteiro, sozinho e sem nada para fazer. O seu cão não pode ler um livro nem fazer palavras cruzadas - nem mesmo ver o meu programa de televisão. Enquanto o dono está ausente a sua energia não tem por onde se escapar. Não admira que tantos cães americanos sintam ansiedade de separação - e acabem por expandir toda essa energia hiperactiva acumulada assim que os donos chegam a casa.
A propósito, se ao chegar a casa reparar que o cão despedaçou o seu par de sapatos favoritos, isso não tem nada a ver com o facto de ele estar «zangado consigo» por tê-lo deixado só e «saber bem» que adorava aqueles sapatos. Mais uma vez ao pensar assim está a humanizar o cão. Ele estragou os sapatos para dar vazão à energia reprimida. Em primeiro lugar, cheirou-os, eles tinham um cheiro familiar, igual ao seu. Cheirando-os, e reagindo ao odor particular, ficou excitado. A partir daí tinha de dar vazão a essa energia e excitação; e os sapatos é que pagaram.
Tenho reparado muitas vezes que os donos não sabem reconhecer os sinais de ansiedade nops seus cães. Pensam que a ansiedade de separação começa a partir do momento em que saem de casa - mas na verdade ela começa com a energia que tem vindo a acumular-se desde que o cão despertou. O dono acorda, lava os dentes, bebe uma chávena de café e prepara o pequeno almoço - e entretanto o cão anda perto dele, segue-o de divisão para divisão, marca passo. O dono pensa: «Como ele gosta de estar perto de mim!» Olha para ele, a querer ter a certeza de que está tudo bem! Tudo isto não passa de uma ficção que o dono cria na sua cabeça para se sentir feliz. O cão não está a mostrar ao dono que o ama, mas sim que está ansioso. Se sair de casa sem lhe proporcionar um meio qualquer de se libertar de toda essa energia, é claro que o cão terá ansiedade de separação.
Recomendo aos meus clientes que passeiem os cães, que os façam correr ou mesmo os levem para as suas sessões de patinagem logo pela manhã. É óptimo para a saúde deles também. Se de maneira nenhuma pode fazê-lo, ponha o cão num tapete rolante dunte o seu pequeno almoço, ou enquanto se pinta. Canse-o bastante. Depois dê-lhe de comer. Quando sair de casa, estará saciado e cansado e terá vontade de repousar. A sua mente estará descontraída e fará sentido, do ponto de vista dele, ficar o resto do dia quieto. Será igualmente muito menos provável que venha a ter um cão hiperactivo a saltar-lhe para cima assim que entrar em casa. Um outro conselho que lhe posso dar é que não torne as entradas e saídas muito dramáticas. Mostrar-se excitado ao entrar e sair apenas contribuirá para alimentar a ansiedade.
in: "A paixão de César" de Cesar Millan - pág. 169